Dia da Mulher na Ceasa Aracaju teve atendimentos em saúde e atenção social a clientes e trabalhadoras

Coderse administra o espaço público do Governo do Estado e promove o abastecimento em Sergipe com atendimento a permissionários, trabalhadores e clientes

As servidoras da Coderse, administradora da Ceasa Aracaju, compareceram ao dia especial dedicados à elas // Foto: Fernando Augusto (Ascom Coderse)

Na Central de Abastecimento de Sergipe (Ceasa Aracaju), o Dia Internacional da Mulher foi celebrado na última segunda-feira, 9, com a 1ª edição do evento ‘Mulheres que Movimentam a Ceasa’. A Companhia de Desenvolvimento Regional de Sergipe (Coderse) e parceiros ofereceram às clientes e trabalhadoras uma manhã de atendimentos e orientações em saúde e ações de enfrentamento à violência de gênero.

A programação contou com a presença do Ônibus Lilás e do projeto ‘Visão Para Todos’, além de recreação infantil, aplicação de vacinas e o Circuito Saúde e Bem-Estar do Serviço Social da Indústria (Sesi Sergipe).

A secretária de Estado de Políticas para as Mulheres, Georlize Teles, destacou que é por meio de atividades como as realizadas na Ceasa Aracaju que a discussão sobre políticas públicas para as mulheres chega à sociedade. “A gente só enfrenta a violência contra a mulher a partir desse letramento, das informações levadas ao povo. É trazer isso para as mulheres que movimentam esse espaço, sejam as permissionárias, as clientes ou as mulheres do entorno. Estamos abordando e dialogando com todas, e também com os homens”, afirmou. A secretaria é responsável pelo Ônibus Lilás, que leva serviços, informações e ações de combate à violência de gênero para todo o território sergipano.

Ivanete Francisca Menezes de Oliveira comercializa frutas na Ceasa Aracaju há 50 anos e agradeceu a oportunidade de participar dos atendimentos do evento ‘Mulheres que Movimentam a Ceasa’, destacando que muitas vezes não consegue cuidar da própria saúde por causa da rotina de trabalho. “O movimento está ótimo, movimentando a Ceasa. E esse movimento é maravilhoso, que venha mais, porque aqui precisa. A gente não tem tempo para ir ao médico. E hoje temos atendimento com médico oftalmologista. Está beleza, ótimo”, afirmou.

Vinculada à Secretaria de Estado da Agricultura, Desenvolvimento Agrário e da Pesca de Sergipe (Seagri), a Coderse administra a Ceasa Aracaju. A diretora administrativa e financeira da companhia, Patrícia Moura, avaliou positivamente o resultado do evento e anunciou que já existe planejamento para novas atividades na central de abastecimento. 

“Foi uma forma de demonstrar atenção e cuidado com a mulher, com a sua saúde e com o enfrentamento à violência doméstica. Precisamos trabalhar esse tema de forma constante para que, um dia, esse mal acabe. Também pudemos atender as mulheres que trabalham na Ceasa e na Coderse. É um cuidado com as nossas colaboradoras, que fazem da empresa um lugar melhor”, considerou.

Cliente da Ceasa, a dona de casa Kethylen Alexandra participou da ação e aprovou os serviços oferecidos pelos parceiros da Coderse. “Estou gostando muito do evento, está maravilhoso. Fiz exame de vista e também recebi orientações sobre a violência contra a mulher. Isso é essencial na vida da gente. Ficou muito bom, gostei bastante”, avaliou.

Durante a programação, foram ofertados serviços de orientação sobre o enfrentamento à violência de gênero no Ônibus Lilás, além de espaço kids para acolher crianças que acompanhavam as mães. Também foram aplicadas vacinas contra Covid-19 (adulto), hepatite B, febre amarela, difteria, tétano e tríplice viral, disponibilizadas pela Secretaria Municipal de Saúde.

No Circuito Saúde e Bem-Estar do Sesi, a programação incluiu cálculo do Índice de Massa Corporal (IMC), orientações nutricionais preventivas e acompanhamento de educador físico, além da distribuição de brindes institucionais. O projeto ‘Visão Para Todos’ ofertou exames oftalmológicos gratuitos e a confecção de óculos para as participantes.

Quiabo está entre principais culturas da irrigação pública de Sergipe

Tecnologia fornecida pelo Governo do Estado ao longo do ano de 2025 possibilitou a produção de quase 28 mil toneladas deste vegetal. O quiabeiro irrigado permite colheitas por até oito meses

Entre 2023 e 2025, os cinco perímetros irrigados de vocação agrícola mantidos pelo Governo do Estado consolidaram a produção de quiabo como uma das principais cadeias produtivas de Sergipe. A partir do levantamento dos técnicos agrícolas da Companhia de Desenvolvimento Regional de Sergipe (Coderse), no período, foram colhidas quase 28 mil toneladas do vegetal, cultivadas em 1.569 hectares, gerando mais de R$ 51 milhões em renda para os produtores irrigantes. O quiabo na irrigação pública estadual só perde para a batata-doce (52,7 milhões de toneladas e R$ 102 milhões no triênio).

Conforme a Coderse — vinculada à Secretaria de Estado da Agricultura, Desenvolvimento Agrário e da Pesca (Seagri) — o melhor desempenho dos seus perímetros irrigados no triênio foi registrado em 2025. Somente no último ano, a produção alcançou 10.940 toneladas, em uma área de 559 hectares, com faturamento de R$ 17.598.995,00. Em comparação com 2024 houve aumento de 22% na produção, reforçando a importância da irrigação permanente para garantir regularidade e qualidade ao cultivo.

A maior parte do volume colhido segue concentrada no Perímetro Irrigado Califórnia, em Canindé de São Francisco, alto sertão sergipano. Entre 2023 e 2025, o polo agrícola administrado pela Coderse produziu 22,3 mil toneladas de quiabo, sendo 9 mil toneladas apenas em 2025. A produção é escoada principalmente para Salvador/BA, além de atender o mercado do estado de Alagoas e municípios sergipanos.

Mas também tem quiabo no Perímetro Irrigado Piauí, situado em Lagarto, centro-sul do estado. Lá foram produzidas 538 toneladas no acumulado dos últimos três anos, sendo mais de 178 toneladas em 2025. De acordo com o gerente do perímetro, Gildo Almeida, durante o verão e períodos de estiagem, a produção mantém qualidade elevada graças ao fornecimento regular de água. “Sem boa irrigação, não produzia. Se fosse depender só da chuva do inverno seria até mais difícil por causa do excesso de água no solo”, avalia.

O gerente também ressaltou que o aumento da produção em 2025 está associado ao manejo adequado da cultura e à destinação das safras aos programas de compras institucionais, como o de Aquisição de Alimentos (PAA) da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), além do abastecimento das feiras e mercados locais.

O perímetro Piauí atende agricultores de sete povoados de Lagarto e possibilita diversificação produtiva, incluindo pecuária leiteira e criação de gado de engorda, com a produção de ração e silagem, além de culturas como batata-doce, macaxeira e milho. “Se não fosse a água fornecida pela Coderse, não tinha como produzir tudo isso”, enfatizou.

Para o produtor irrigante do perímetro Piauí, Nielson de Oliveira, o cultivo do quiabo é a principal fonte de renda familiar. Ele informa que a planta começa a produzir entre 60 e 70 dias após o plantio e pode manter colheitas por até oito meses, dependendo das condições do solo e do manejo. “A irrigação aqui é de grande importância. Se não fosse ela, a gente não produzia nada. Mesmo plantando no inverno, o custo seria maior”, afirmou. Segundo o agricultor, a irrigação também reduz despesas com adubação e otimiza o uso de insumos, garantindo maior margem de lucro. Parte da produção é destinada ao  Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e outra ao comércio e feiras do município.

Além dos perímetros Califórnia e Piauí, também produzem quiabo os perímetros irrigados Jacarecica I, em Itabaiana; Jacarecica II, situado entre os municípios de Areia Branca, Malhador e Riachuelo; e no Poção da Ribeira, na divisa entre Areia Branca e Itabaiana. Em cinco dos seis perímetros da Coderse, ou seja, em todos onde a vocação é a agricultura, tem produção de quiabo.

Central de Abastecimento de Sergipe promove evento ‘Mulheres que Movimentam a Ceasa’ em Aracaju

Iniciativa vai oferecer orientações especializadas de combate à violência de gênero, aplicação de vacinas, aulas de zumba, entre outros serviços

Em celebração ao Dia Internacional da Mulher, comemorado no dia 8 de março, a Central de Abastecimento de Sergipe (Ceasa Aracaju) promoverá o evento ‘Mulheres que Movimentam a Ceasa’, na segunda-feira, 9, a partir das 8h. Serão ofertados uma série de serviços e atividades voltadas à comunidade que frequenta e trabalha no local. A iniciativa tem como foco a promoção da saúde, o bem-estar, o autocuidado e ações de enfrentamento à violência de gênero.

A ação é realizada pela Secretaria de Estado da Agricultura, Desenvolvimento Agrário e da Pesca (Seagri), por meio da sua empresa vinculada e administradora da Ceasa, a Companhia de Desenvolvimento Regional de Sergipe (Coderse). A iniciativa conta com apoio do Serviço Social da Indústria (Sesi) de Sergipe, da Secretaria de Estado de Políticas para as Mulheres (SPM), da Secretaria Municipal de Saúde de Aracaju (SMS), da Polícia Militar do Estado de Sergipe, por meio do 14º Batalhão de Polícia Militar (14º BPM), e da empresa Word Park.

O objetivo do ‘Mulheres que Movimentam a Ceasa’ é celebrar o Dia da Mulher dentro da central de abastecimento, reconhecendo a contribuição fundamental das mulheres para o funcionamento da Ceasa Aracaju, principal espaço de distribuição e fornecimento de hortifrutigranjeiros, no atacado e varejo, em Sergipe.

Entre os serviços ofertados, estão orientações especializadas de combate à violência de gênero, realizadas no Ônibus Lilás; espaço kids para acolher crianças acompanhando as mães; aplicação de vacinas contra Covid-19 (adulto), hepatite B, febre amarela, difteria, tétano e tríplice viral; e aulas de zumba voltadas ao público feminino. Além disso, como parte do Circuito Saúde e Bem-Estar do Sesi, a programação também inclui cálculo do Índice de Massa Corporal (IMC), com orientações nutricionais preventivas e acompanhamento de educador físico, além da distribuição de brindes institucionais.

O presidente da Coderse, Paulo Sobral, destacou a importância da ação. “São elas que atendem clientes, conduzem negociações, organizam, zelam, transportam mercadorias e contribuem para tornar o ambiente mais humanizado, acolhendo trabalhadores e consumidores durante as 14 horas de funcionamento diário da central. A ação reforça o compromisso das instituições envolvidas com a valorização feminina, a promoção da saúde e o enfrentamento à violência de gênero’, afirmou.

Governo do Estado distribui 206 toneladas de sementes de milho para agricultores familiares de Sergipe

Distribuição para 20.600 famílias em 67 municípios foi iniciada em fevereiro; nesta quinta-feira, 5, agricultores de Santa Luzia do Itanhy receberam as sementes durante o ‘Sergipe é aqui’

Em continuidade às ações de fortalecimento da agricultura familiar em Sergipe, nesta quinta-feira, 5, um total de 250 agricultores de Santa Luzia do Itanhy recebeu 2.500 kg de sementes de milho do programa Sementes do Futuro, do Governo do Estado. A entrega aos pequenos produtores foi realizada durante a edição do programa ‘Sergipe é aqui’ no município do sul sergipano.

A distribuição de sementes de milho para a safra 2026, iniciada no fim de fevereiro, beneficiará neste ano 20.600 famílias de agricultores, a partir de um investimento de R$ 3,4 milhões. Ao todo, serão 206 toneladas de sementes distribuídas nesta edição do programa, contemplando produtores de 67 municípios.

O programa Sementes do Futuro, que já investiu R$ 10,9 milhões entre 2023 e 2026, se destaca não apenas pelo volume de sementes entregues, mas, também, pela pontualidade e planejamento da ação, fatores essenciais para garantir uma produção bem-sucedida no campo.

A iniciativa integra um conjunto de políticas públicas voltadas ao fortalecimento da agricultura familiar, garantindo acesso a insumos de qualidade e impulsionando a economia local, como destacou o governador Fábio Mitidieri. “O programa Sementes do Futuro é o maior programa de distribuição de sementes do estado. Já estamos realizando a distribuição das sementes de milho e anunciamos, nessa quarta-feira, 4, a distribuição das sementes de arroz para mais 1.400 famílias. O mais importante é que as sementes estão chegando antes do tempo, permitindo que o produtor plante no período certo e tenha uma produção de qualidade”, declarou.

Executado pela Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro), vinculada à Secretaria de Estado da Agricultura, Desenvolvimento Agrário e da Pesca (Seagri), o programa já distribuiu 733 toneladas de sementes de milho desde o ano de 2023. A iniciativa tem contribuído para impulsionar a produção agrícola no estado, que alcançou 1,05 milhão de toneladas de milho em grãos somente na safra de 2025. 

Tempo e cadeia produtiva 

Segundo o secretário de Estado da Agricultura, Zeca Ramos da Silva, o Sementes do Futuro fortalece a cadeia produtiva do milho e garante que os agricultores possam iniciar o plantio no período tradicional da cultura no estado. “A orientação do governador é garantir que essas sementes cheguem em tempo hábil para que o agricultor possa plantar no período tradicional, próximo ao dia de São José, em 19 de março. Assim, ele produz para o consumo da família, para alimentar os animais e, também, para gerar renda, criando um ciclo positivo que movimenta a economia e fortalece a agricultura sergipana”, afirmou.

O diretor de Assistência Técnica, Extensão Rural e Pesquisa da Emdagro, Jean Carlos Nascimento, destacou que a antecipação da entrega das sementes tem ampliado a procura pelo programa entre os agricultores. “Mais de 40 municípios já retiraram as sementes de milho e, aqui em Santa Luzia do Itanhy, cerca de 250 agricultores estão recebendo 10 quilos cada, totalizando 2.500 quilos distribuídos. Um dos grandes marcos desse governo foi mudar o período de entrega. Antes, muitas vezes as sementes chegavam quando a chuva já estava acabando. Agora, elas chegam antes do dia de São José, em 19 de março, que é a data tradicional de plantio, o que permite ao produtor se planejar melhor”, explicou.

Jean também ressaltou que a qualidade das sementes distribuídas contribui diretamente para o aumento da produtividade no campo. “Trabalhamos com variedades selecionadas, como a Potiguar, indicada para o sul e centro-sul do estado, e a Cruzeta, utilizada no alto sertão. Além disso, são sementes com alto poder germinativo, superior a 97%. Isso significa que praticamente todas as sementes plantadas se desenvolvem, garantindo mais produtividade e renda para o agricultor”, pontuou.

Do Povoado Rua da Palha, a agricultora Maria Raimunda Salvador, 62 anos, reforçou que a antecipação da entrega das sementes ajuda no planejamento do plantio e aumenta as chances de uma boa colheita. “Esse milho chegou em uma época muito boa porque, perto do dia de São José, a gente já começa a plantar. Para mim, que sou agricultora, é muito bom receber uma semente de qualidade na hora certa. Assim já posso plantar e colher antes de junho para vender nas feiras e garantir mais renda para a família”, contou.

Também beneficiado pela ação, o agricultor Adilson Pereira Santos, de 47 anos, do Povoado Feirinha, afirmou que o apoio do programa contribui diretamente para o sustento das famílias que vivem da produção rural. “A gente trabalha com milho, laranja, macaxeira, mandioca, feijão, batata e outros legumes. Parte da produção é para o consumo da família e outra parte a gente vende nas feiras. Receber essa semente ajuda muito, porque diminui os custos e aumenta a renda do agricultor”, relatou.

Adilson também afirmou que a entrega antecipada das sementes favorece o planejamento da plantação. “Com a semente chegando antes, na época de chuva, a gente consegue adiantar o plantio e aproveitar melhor o inverno. Isso é muito importante para nós, agricultores. A expectativa é de que seja um ano bom, com uma colheita farta, se Deus quiser”, concluiu.

Terminal Pesqueiro Público de Aracaju é arrematado na Bolsa de Valores de São Paulo

Governo acompanhou o leilão realizado em São Paulo e reunião entre a gestão estadual, empresa vencedora e a Superintendência Federal da Pesca em Sergipe será marcada para tratar do planejamento da revitalização do local

Reunião será marcada entre Governo do Estado, SFA em Sergipe e vencedora do leilão sobre o planejamento de início das atividades / Foto: Ednilson Barbosa/Arquivo

O Governo de Sergipe acompanhou a realização do leilão do Terminal Pesqueiro Público de Aracaju, nesta terça-feira, 3, na Bolsa de Valores de São Paulo. O equipamento, sob gestão do Ministério da Pesca e Aquicultura, é uma das unidades inseridas no processo federal de desestatização. A empresa BPJ Distribuidora LTDA teve sua proposta de concessão aprovada, com o direito de explorar economicamente o terminal por 20 anos, com previsão de investimentos para a modernização e entrada em operação das instalações.  

O ministro da Pesca e Aquicultura, André de Paula, destacou que a efetividade do leilão representa uma conquista importante para o setor pesqueiro sergipano. “É uma virada de página, mais um compromisso assumido e realizado”, ressaltou. André de Paula destacou também o papel importante do governador Fábio Mitidieri para que o terminal finalmente comece a operar. “O governador estava inquieto e sempre colocou uma pressão grande para que esse terminal estivesse funcionando”, acrescentou.

De acordo com o secretário de Estado da Agricultura, Zeca Ramos da Silva, a presença do governo reafirma o compromisso conjunto entre o Governo do Estado de Sergipe e o Governo Federal para com o desenvolvimento e a valorização da pesca sergipana. “O leilão representa a etapa estratégica do processo de modernização da infraestrutura pesqueira e terá impacto direto no fortalecimento da cadeia produtiva do pescado, na geração de emprego e renda e no desenvolvimento econômico do estado de Sergipe, especialmente no município de Aracaju”, pontuou Zeca da Silva.

O secretário da Agricultura disse ainda que o próximo passo é marcar uma reunião com a empresa vencedora da licitação e a participação do superintendente Federal da Pesca em Sergipe, Evento Siqueira, para entender como se dará o planejamento da revitalização do local.

Além do ministro André de Paula e do secretário da Agricultura e Pesca de Sergipe, Zeca da Silva, participaram também o coordenador-geral de Infraestrutura e Fomento do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) e Presidente da Comissão Especial de Licitação dos Terminais Pesqueiros, Clecius Nerby, o coordenador no MPA e membro da comissão, Adauto Almeida, o secretário-executivo do MPA, Edipo Araujo, e o superintendente Federal da Pesca em Sergipe, Everton Siqueira.

Histórico

Em 2015, o Governo de Sergipe iniciou a construção do Terminal Pesqueiro Público de Aracaju. No entanto, a obra enfrentou interrupções devido a atrasos nos repasses de recursos do Governo Federal. Em 2020, a Secretaria de Aquicultura e Pesca do Ministério da Agricultura anunciou a inclusão da finalização do terminal no Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), mas os recursos para a compra dos equipamentos foram contingenciados e não chegaram ao estado.

Em 2022, ao término do convênio, o terminal foi devolvido ao Governo Federal, que assumiu a responsabilidade sobre a obra, pois estava localizada em terreno da União. Com a recriação do Ministério da Pesca em 2023, o processo de finalização das obras foi retomado e incluído novamente no PPI. O Tribunal de Contas da União autorizou a desestatização dos terminais de pesca, incluindo o de Aracaju, e o Ministério da Pesca, representado pela Superintendência Federal da Pesca em Sergipe, esteve conduzindo o processo.

Diante da demora no processo de desestatização do Terminal Pesqueiro de Aracaju, sem que os leilões tivessem vencedor, o governador Fábio Mitidieri, em uma das reuniões realizadas em Brasília para tratar do caso, chegou a propor que o Governo de Sergipe assumisse a estrutura, depois de ela ser equipada pelo Ministério.

Sergipe se torna polo de armazenagem de milho da Companhia Nacional de Abastecimento

A iniciativa vai contribuir para abastecer toda a região Nordeste, por meio do Programa de Venda em Balcão

A Secretaria de Estado da Agricultura, Desenvolvimento Agrário e da Pesca (Seagri), a convite da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), participou, nesta quinta-feira, 26, de uma agenda em Simão Dias, município do centro-sul sergipano, com ações voltadas ao fortalecimento do abastecimento regional e da agricultura familiar. A programação marca a comercialização inédita de milho produzido no próprio estado por meio do Programa de Venda em Balcão, além da entrega de equipamentos do Programa Mecaniza+: Modernização da Agricultura Familiar.

A Conab realiza a aquisição de nove mil toneladas de milho da agricultura familiar sergipana, que ficarão armazenadas em silos localizados em Simão Dias para o abastecimento do Programa de Venda em Balcão no Nordeste. O secretário de Estado da Agricultura, Desenvolvimento Agrário e da Pesca, Zeca da Silva, destaca a importância da aquisição. “Relevante para toda a cadeia produtiva, especialmente os pequenos produtores. Sergipe é formado, principalmente, por pequenos produtores e a Conab investiu milhões na compra desse milho, por meio de duas cooperativas. Portanto, é muito importante fazer esse registro de que está beneficiando o pequeno produtor sergipano”, ressalta.

Ele enfatiza ainda as ações da gestão estadual voltadas à agricultura familiar. “O Governo de Sergipe participa desse ciclo produtivo, na medida que fomenta a produção da agricultura familiar com entrega de sementes de qualidade e assistência técnica. Então, estamos aqui para mostrar onde está sendo armazenado esse milho que, daqui a alguns dias, será distribuído aos consumidores, nas granjas de porcos, de galinhas, sempre priorizando o pequeno produtor e o consumidor. Então, é de grande valia esse programa e essa parceria do Governo do Estado com o Governo Federal, por meio da Conab”, afirma.

O diretor-executivo da Conab, Arnoldo de Campos, ressalta o ineditismo da ação e sua relevância. “Uma parceria muito importante, porque a Conab não tem estrutura para armazenar grãos nessa região, que é grande produtora de milho, e vai ser um polo de armazenagem que poderá nos ajudar a abastecer toda a região Nordeste, em particular a região denominada Sealba, que compreende Bahia, Sergipe e Alagoas. Então, essa empresa de Simão Dias, em parceria com a Conab, vai funcionar como um grande pulmão que vai nos ajudar a levar o milho para nossas unidades de venda nós diferentes estados:  PE, SE, AL, BA e até outros que poderão se beneficiar dessa estrutura que está aqui”, explica.

Arnoldo enfatiza o impacto positivo da iniciativa. “Isso significa economizar no transporte, diminuir as distâncias, reduzindo assim os custos da Conab e permitindo fazer algo nunca feito antes, pois sempre compramos milho da região Centro-Oeste e agora vamos comprar o milho produzido no Nordeste, para vendê-lo na própria região, gerando renda e dinamizando a economia da região”, conclui.

Proprietário do armazém utilizado pela Conab para a ação, o empresário sergipano Crizanto Rocha destaca a oportunidade de poder participar da parceria inédita. “Essa iniciativa é importante não só para a minha empresa, como também para todos os produtores da região, principalmente o pequeno produtor. A Conab está dando essa oportunidade dos produtores sergipanos  conseguirem um preço melhor, então é uma parceria importante para a região, como um todo”, conta.

Ainda de acordo com Crizanto, cerca de 70% do milho consumido em outros estados do Nordeste, especialmente as granjas de Pernambuco, vem de Sergipe, da Bahia e de Alagoas, pelo baixo custo com a logística de transporte. “Portanto, para a Conab também é mais viável armazenar em Sergipe, ao ter que comprar e trazer do Sul do Brasil”, detalha.

Governo de Sergipe realiza Missão de Arranque do Projeto Sertão Vivo com representantes do FIDA e BNDES

Sergipe é o terceiro estado do Nordeste a iniciar as atividades do projeto, que beneficiará a população rural do semiárido

A Secretaria de Estado da Agricultura, Desenvolvimento Agrário e da Pesca (Seagri) recebe, de 25 a 27 de fevereiro, representantes do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES),  Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) e do Fundo Verde do Clima (GCF) para a Missão de Arranque do projeto Sertão Vivo. A comitiva foi recepcionada pelo secretário da Agricultura, Zeca Ramos da Silva, que também coordenou a sessão de abertura da missão. Sergipe é o terceiro estado do Nordeste a iniciar as atividades do projeto, que beneficiará a população rural do semiárido.

Durante a saudação de abertura da Missão de Arranque, o secretário de Estado da Agricultura, Zeca Ramos da Silva, destacou as condições financeiras positivas do Estado que deu as condições para Sergipe ser um  dos primeiros junto com o Ceará a contrair os empréstimos para execução do Sertão Vivo. “Esse credenciamento junto ao FIDA e BNDES se dá muito pela capacidade técnica de nossa equipe, pelo esforço do governador de ajustar as contas públicas e pelo excelente trabalho feito pela Secretaria da Fazenda”.

O secretário da Agricultura pontuou ainda que, o ‘Sertão Vivo’ somado ao Projeto Adutora do Leite, que leva água bruta para dessedentação animal da bacia leiteira, e outros pequenos projetos somam quase R$ 1 bilhão em ações que beneficiam diretamente os que mais precisam do apoio do Estado. “Nunca antes na história da agricultura de Sergipe tivemos um volume de recursos como esse que vai promover o fortalecimento da segurança hídrica e a questão social, com foco nos agricultores familiares,nos que mais precisam do braço do Estado”, observou o secretário 

Durante os três dias, serão discutidos temas como a situação atual do ‘Sertão Vivo’, governança, aquisição e capacitação de ATER, gestão financeira e administrativa, monitoramento e avaliação, sistemas do FIDA e do BNDES, entre outros temas.

Diretor do FIDA  no Brasil e líder da Missão, Arnoud Hameleers destacou a relevância da missão. “Para o FIDA, essa missão é extremamente importante, porque é o pontapé da colaboração com o Governo do Estado, a Seagri e o BNDES, nesse estratégico projeto que é o Sertão Vivo. Estamos aqui para definir, junto com os colegas da Seagri, como o projeto pode iniciar o trabalho, como podemos começar nas melhores condições para que esse projeto seja  mais eficiente para o estado”.

Ainda de acordo com o líder da Missão,  o FIDA chega em Sergipe com uma experiência do Projeto Dom Távora, inclusive citando como referência. “Muitas lições aprendidas no Dom Távora, que a gente vai transcrever aqui para o nosso projeto. lições aprendidas também na experiência do Projeto Dom Helder na fase dois. E também eu acho que vai ter muita sinergia entre o Sertão Vivo com outras iniciativas que o Governo do Estado tem com o Governo Federal e outros parceiros”, acrescentou

O projeto Sertão Vivo tem como objetivo transformar os sistemas produtivos dos agricultores familiares do semiárido nordestino para aumentar a produção e, ao mesmo tempo, reforçar a resiliência diante dos desafios impostos pelas mudanças climáticas. Essa transformação visa ampliar e estabilizar a renda familiar e a segurança alimentar, além de incentivar os jovens a permanecerem ativos nas áreas rurais. Esses sistemas também contribuirão para a adaptação e mitigação das mudanças climáticas.

Para a representante do BNDES, Celina Rangel Tura, a expectativa é de que o Projeto Sertão Vivo sirva de modelo para a superação dos desafios importantes para o mundo. “O sertão vivo é motivo de orgulho para todos nós, porque ele trata de grandes questões, não só nacionais, como questões mundiais. Neste projeto vamos gerar conhecimento, troca de experiência no âmbito econômico, social e ambiental. Por isso, estamos muito felizes de ter vindo aqui e fazer parte da construção desse legado que o Nordeste está construindo em termos de inovação, gestão, a exemplo do que tem feito o Consórcio Nordeste. Mas, a conversa agora é como a gente constrói esse Sertão Vivo potente”. Ressaltou Celina com sentimento de motivação.

Sobre o Projeto Sertão Vivo

O Sertão Vivo vai injetar R$ 150 milhões em Sergipe, para atender 38 mil famílias de agricultores. Serão  30  municípios atendidos e 38 mil famílias que seguirão trilhando um caminho de resiliência, produção e vida digna no semiárido. O projeto Sertão Vivo é executado pela Secretaria de Estado da Agricultura, Desenvolvimento Agrário e da Pesca (Seagri), com prazo de realização programado até o ano de 2030. Tem como coexecutoras as empresas vinculadas à Seagri: Empresa de Desenvolvimento Sustentável do Estado de Sergipe (PRONESE); Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (EMDAGRO); e, Companhia de Desenvolvimento Regional de Sergipe (CODERSE).

Com o Sertão Vivo, serão implantados sistemas de produção resilientes a mudanças climáticas e construídos reservatórios de água para uso na lavoura, como cisternas-calçadão, barreiros, trincheiras e outras tecnologias sociais. As ações estão alinhadas às diretrizes do Planejamento Estratégico do Estado do Estado, que,  em seus eixos prioritários, enfatizam a redução da pobreza rural, o acesso à água, a elevação do padrão de vida dos agricultores familiares, a inclusão socioeconômica e a sustentabilidade ambiental.

Prazo para inscrições no Garantia-Safra é prorrogado

Até o momento, foram inscritos 15.749 agricultores de 23 municípios, para a safra atual de 2025/2026; com ampliação do prazo esse número será ampliado

Agricultores familiares terão prazo a mais para fazer inscrição no programa Garantia-Safra. A data de encerramento marcada para dia 20 de fevereiro foi prorrogada até o dia 10 de março de 2026. A coordenação estadual do programa, por meio da Secretaria de Estado da Agricultura, Desenvolvimento Agrário e da Pesca (Seagri), destaca que a prorrogação foi autorizada pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário para os estados de Sergipe e Alagoas.

De acordo com o coordenador do programa em Sergipe, Sérgio Santana, a prorrogação possibilita que os municípios, por meio dos sindicatos de trabalhadores rurais e Secretarias Municipais da Agricultura, possam ampliar o número de beneficiários. “O Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar [MDA] disponibilizou para Sergipe 22 mil cotas e a equipe do programa Garantia-Safra, por meio da Seagri, está trabalhando com afinco para levar o seguro ao maior número de agricultores. Hoje, temos 15.749  agricultores de 23 municípios inscritos para a safra atual de 2025/2026, e podemos ampliar esse número”, afirmou.

A coordenação estadual do programa destacou os motivos que levaram o MDA a prorrogar o prazo . “A prorrogação levou em consideração a indisponibilidade temporária do Sistema de Cadastro da Agricultura Familiar [CAF], que impossibilitou a atualização de cadastros existentes, bem como o calendário administrativo do período de Carnaval que abrangeu o período final de inscrição. Nesse contexto, foi oferecida flexibilização pela coordenação nacional do programa, garantindo que o agricultor e os gestores possam concluir as etapas necessárias sem prejudicar o andamento da implementação do programa Garantia-Safra” , explicou Sérgio.

Ainda conforme o coordenador, o pedido de prorrogação não causa nenhum prejuízo que venha prejudicar nem o agricultor, nem o Estado, nem o programa. “As outras etapas de implementação também serão ampliadas, ou seja, prorrogando a data das inscrições do programa Garantia-Safra no estado de Sergipe, fica, também, prorrogado, até o dia 24 de março, o prazo de pagamento dos boletos bancários pelos agricultores familiares, confirmando assim suas inscrições”, indicou.

Inscrições

Para realizar a inscrição, os agricultores devem procurar as secretarias municipais da Agricultura, escritórios da Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro), ou sindicatos dos trabalhadores rurais, com documentos de identificação em mãos. Ao completar a inscrição, o agricultor recebe um boleto bancário, que pode ser pago na Caixa Econômica ou em casas lotéricas. “A adesão do agricultor é efetivada com o pagamento simbólico de R$ 24, por meio de boleto bancário”, acrescenta o coordenador.

Podem se inscrever os agricultores que possuam renda familiar mensal de, no máximo, um salário mínimo e meio, que não estejam trabalhando com carteira assinada e que plantam entre 0,6 e cinco hectares das culturas tradicionais do semiárido, como feijão, milho, arroz, mandioca ou algodão. O benefício é pago quando a seca ou o excesso de chuvas provoca a perda de, pelo menos, metade da produção.

Governo do Estado contribui para produtividade de agricultores de Salgado por meio do Crédito Fundiário

Em cada lote de pouco mais de três hectares, os trabalhadores têm produzido frutas, hortaliças e legumes e comercializado para o PAA e Ceasa

Agricultores familiares do assentamento São José das Quebradas, no município de Salgado, dão exemplo de como o trabalho em áreas adquiridas coletivamente por meio de programas governamentais pode dar resultado. Em cada lote de pouco mais de três hectares, os agricultores têm produzido e comercializado diretamente nas feiras livres, na Central de Abastecimento de Aracaju (Ceasa) e para o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA).

Um grupo de agricultores conseguiu comprar a terra por meio do Programa Nacional de Crédito Fundiário. A iniciativa, executada em Sergipe pelo Governo do Estado, por meio da Empresa de Desenvolvimento Sustentável (Pronese), vinculada à Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri), oferece condições para que trabalhadores sem ou com pouca terra adquiram um imóvel rural, por meio de financiamento.

O Assentamento São José das Quebradas, localizado na zona rural do município de Salgado, tem atualmente 50 famílias. A propriedade de 347 tarefas adquirida por meio do Crédito Fundiário se destaca pela produtividade de itens agrícolas. Em cada lote de pouco mais de três hectares os agricultores têm produzido frutas, hortaliças e legumes.

É o caso do agricultor José Josivaldo Cardoso, mais conhecido no local como Duda, morador do local há mais de 20 anos e que trabalha junto com sua família, plantando culturas variadas e criando algumas cabeças de gado para corte. “Aqui plantamos laranja, mamão, hortaliças, batata doce, macaxeira, acerola, maracujá, entre outras. Todos os lotes são bastante produtivos e temos fartura o ano todo. Há 15 dias atrás mesmo, colhemos uma safra muito boa com 2.200 melancias e muito disso se deve a ajuda que recebemos do Governo”, disse o produtor, referindo-se ao programa de Crédito Fundiário. “O programa viabiliza para que o agricultor seja dono de sua terra e tenha acesso às linhas de crédito e projetos agrícolas para o plantio”, reforçou o produtor, também presidente da Associação de Desenvolvimento Comunitário dos Trabalhadores Rurais de Salgado.

Pioneiro na região, o agricultor José Domingos foi quem fundou a associação, há 12 anos e tem orgulho de trabalhar com sua família (esposa e cinco filhos) cultivando e colhendo os frutos que a agricultura dá. “O homem do campo é quem sustenta a cidade. Se a gente não plantar a cidade não come e desde os sete anos lido na roça, quando comecei acompanhando meu pai. Foi assim que cresci e construí minha família. Hoje comemoramos a conquista da nossa própria terra, que só foi possível graças ao apoio do Governo do Estado”, definiu se referindo com um sonho realizado.

Crédito Fundiário

O Programa Nacional de Crédito Fundiário (PNCF) atua em mais de 50 municípios sergipanos onde já adquiriu 178 fazendas, em um total de mais de R$ 92 milhões investidos. “O Crédito Fundiário compra as propriedades, divide os lotes entre as famílias e dá recursos para elas trabalharem na terra”, explica José Silveira Dantas Neto, coordenador estadual do Crédito Fundiário.

Desenvolvido pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário, por meio da Secretaria de Reordenamento Agrário, o programa viabiliza para que o trabalhador rural tenha até 25 anos para pagar o financiamento de sua terra, com carência de três anos, com juros de 0,5% ao ano e um bônus de adimplência de 40%, caso ele pague sua parcela em dia.

A autonomia e a descentralização são as principais marcas do programa, já que as famílias são as responsáveis pela escolha e negociação da terra, além da elaboração da proposta de financiamento. O recurso ainda é usado na infraestrutura necessária para a produção e assistência técnica e extensão rural.

Além da terra, o agricultor pode construir sua casa, preparar o solo, comprar implementos, ter acompanhamento técnico e o que mais for necessário para se desenvolver de forma independente e autônoma. Já o financiamento tanto pode ser individual quanto coletivo.

Governo do Estado dá continuidade e amplia Programa Água Doce em Sergipe

Concluídas as obras, serão ao todo 43 comunidades com água potabilizada por dessalinizadores

A equipe da Coderse, no Programa Água Doce, esteve no povoado Três Tanques, em Carira // Foto: Núcleo do PAD/Sergipe

Programa que supera ao mesmo tempo as dificuldades do acesso à água no semiárido e da oferta dela com alta salinidade no subsolo daquela região, o Água Doce (PAD) passou a operar em Sergipe a partir de 2025, com três novas unidades de dessalinização. Hoje são cerca de três mil famílias atendidas com água potável de 32 desses sistemas, em comunidades rurais de nove municípios. No mesmo período, o Governo do Estado começou  licitação para outras 11 unidades do PAD e  também houve a recuperação de seis sistemas e outras 40 visitas das equipes de manutenção.

Nesta semana foram realizadas visitas às comunidades de Três Tanques, em Carira, no agreste central, e no povoado Craibeiro, em Porto da Folha, no alto sertão, onde foram realizados reparos e manutenção nas bombas d’água que fazem o sistema de dessalinização funcionar. 

Cleverton Rodrigues Gonçalves de Melo é usuário e operador da unidade do Craibeiro e reforça a importância do acompanhamento periódico feito pela Companhia de Desenvolvimento Regional de Sergipe (Coderse), vinculada à  Secretaria de Estado da Agricultura, Desenvolvimento Agrário e da Pesca (Seagri), pasta onde o PAD é coordenado no estado. “Aqui é uma comunidade que sempre sofreu com a falta de abastecimento de água, mas o dessalinizador do PAD tem ajudado bastante. Oferecemos água mineral subterrânea tratada e o pessoal da Coderse sempre faz a análise para ver como está. O Governo do Estado tem disponibilizado a equipe para prestar atendimento na reforma nos aparelhos e fazer manutenção nas bombas, quando dá defeito, e em todo o equipamento”, relatou Cleverton Rodrigues.

Coordenador Estadual do PAD em Sergipe, Vandesson Carvalho informou que a equipe da Coderse faz visitas para avaliar a qualidade da água ou quando são chamados operadores. “Eles têm capacitação, feita em 2023, para operar o sistema e fazer algumas atividades de manutenção, como a retrolavagem e a reposição de produtos usados na filtragem da água. A Coderse é acionada quando é necessário um técnico ou equipamentos”. Ele informa que no último ano houve intervenções nas unidades de Porto da Folha, Simão Dias, Tobias Barreto, Monte Alegre de Sergipe, Nossa Senhora da Glória, Poço Redondo, Poço Verde e Carira. Nas duas últimas, houve também a recuperação de sistemas ou poços. 

Segundo o diretor de Infraestrutura Hídrica da Coderse, Ernan Sena, a companhia tem expertise em serviços em poços, o elemento principal para um sistema de dessalinização, contando com pessoal capacitado e máquinas. “Em 2025, cinco poços em sistemas do PAD em Poço Verde passaram por limpeza e teste de vazão, feito por equipes da Gerência de Perfuração. Esta limpeza das impurezas presentes no poço é uma forma de  aumentar a produção de água e o tempo de vida do poço, todos com mais de dez anos de atividade só atendendo os dessalinizadores”, destacou.
Novos sistemas
Também no início desta semana, o diretor-presidente da Coderse, Paulo Sobral, esteve com o secretário Nacional de Segurança Hídrica, Giuseppe Serra, em Brasília/DF. O departamento federal faz parte do Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional (MIDR), que coordena o nacionalmente o PAD. Além de Sergipe, o programa está presente nos outros oitos estados do Nordeste e em Minas Gerais. “Nosso encontro em Brasília tratou da implementação dos 11 novos sistemas do Água Doce, que estão em processo de formalização de licitação para ser lançada em breve pela Coderse. Um investimento de R$ 9 milhões, consolidando a retomada do crescimento do programa em Sergipe a partir de 2025, quando foram construídos três cistemas em Carira, Poço Verde e Porto da Folha. Ao final dessas duas empreitadas de obras, o Governo do Estado vai ampliar de 29 para 43 o número de comunidades do semiárido com sistemas de dessalinização PAD”, completou Paulo Sobral.

Responsabilidade ambiental

O operador Cleverton Rodrigues foca na importância do uso racional dos sistemas de dessalinização. A água do poço não é infinita e somente cerca de 50% dela é aproveitada para consumo, restando porcentagem igual com alta concentração de sal e que deve ter destinação correta, para não contaminar o solo. “A gente faz o atendimento pessoal, que vem com seus galões para poder pegar duas vezes por semana, cada um tem a sua quantidade, porque o sistema também não suporta. Água é saúde pública, é um bem que ninguém vive sem e aqui você não precisa comprar água mineral, tem na própria comunidade”.

Governo

Última atualização: 23 de fevereiro de 2026 10:52.

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