Compostagem resiste na agricultura familiar de Sergipe e impulsiona produção de alimentos orgânicos


Técnica sustentável de adubação é prática antiga, que perdeu um pouco do espaço com o uso massivo de fertilizantes químicos, mas continua sendo utilizada com sucesso por agricultores em São Cristóvão

O uso da compostagem na agricultura familiar ainda é uma prática bem presente em propriedades rurais de Sergipe, principalmente na produção de itens orgânicos. A técnica, que consiste na reutilização de materiais orgânicos descartados na natureza, serve para produzir adubo rico em nutrientes para o solo para ser usado em áreas de monocultivo de coqueiro, em pequenas hortas de fundo de quintal e em plantações orgânicas. Além disso, o material tem a vantagem de não ser prejudicial para a vida humana.

O agricultor José Renilson Barros, conhecido como Dedé da Verdura, do Povoado Candeal, no município de São Cristóvão, é produtor de orgânicos e utiliza a compostagem em toda a sua plantação. “Há mais de 15 anos trabalho com essa prática na produção de minhas hortaliças, legumes e tubérculos, tudo de forma saudável e certificada”, disse José Renilson, ao destacar que 90% da adubação é feita com coisas que tem no próprio terreno. “Assim, a gente protege o meio ambiente e produz um alimento mais saudável”, ressaltou.

Segundo ele, a compostagem é feita 100% manual e requer paciência, por ser uma técnica demorada. “Além disso, temos muita dificuldade em conseguir mão-de-obra, para trabalhar no preparo, mas não há outro caminho a não ser esse para produzirmos um alimento de qualidade”, afirmou.

Também em São Cristóvão, o agricultor José Anastácio do Nascimento faz uso da prática no Povoado Rita Cacete, onde planta orgânicos que comercializa em feiras livres e também para a merenda escolar do município. Major, como é chamado na região, tem vasta experiência como agricultor familiar e iniciou na produção de orgânicos ainda com seu pai, na década de 80.

“Somente com o uso da compostagem conseguimos produzir itens saudáveis e de procedência”, destacou José Anastácio, ao observar que realiza esse trabalho com apoio da Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro), responsável por prestar assistência técnica aos agricultores sergipanos.

De acordo com o engenheiro agrônomo e assessor técnico em Agroecologia na Emdagro, Lucas Travassos Deda, a técnica da compostagem é uma prática muito antiga, que perdeu um pouco do espaço na agricultura, com o uso massivo de fertilizantes químicos. “Atualmente, muitos agricultores preferem adquirir um produto pronto, em vez de dominar o conhecimento e o processo de produção desse insumo dentro da própria propriedade. Além disso, a redução da mão de obra no campo também contribuiu para diminuir o interesse por práticas que exigem conhecimento técnico específico e maior dedicação na sua execução”, disse.

Como é feita a compostagem

Lucas Travassos explica que, para realizar a compostagem, inicialmente, são utilizados materiais mais lignificados (duros), como folhas e galhos, que possuem baixa disponibilidade de nutrientes para as plantas, mas quando misturados a fontes mais ricas em nitrogênio, como esterco de gado, de aves ou de ovinos, ocorre a intensa atuação dos microrganismos responsáveis pela decomposição.

“Pesquisas recentes têm demonstrado que o aproveitamento da palhada do coqueiro, quando cortada e acumulada ao redor das plantas, favorece um processo natural de compostagem, promovendo a formação de matéria orgânica de qualidade e aumentando a eficiência no aproveitamento desse resíduo”, destacou.

Ao final desse processo, obtém-se um composto bioestabilizado, ou seja, um material com grande capacidade de permanência no solo, contribuindo para o aumento da matéria orgânica e da fertilidade. “Além disso, esse composto promove a liberação lenta e contínua de nutrientes, melhora as características físicas, químicas e biológicas do solo e favorece um ambiente mais equilibrado para o desenvolvimento das plantas”, pontuou, ao destacar o trabalho realizado no Centro de Difusão de Tecnologia da Emdagro, em Itabaiana.

O projeto intitulado ‘A Casa da Agroecologia em Sergipe’ prevê a implantação de vitrines de tecnologias alternativas, voltadas à agricultura familiar, especialmente na área de bioinsumos. “Nesse contexto, a compostagem é uma das vitrines implantadas no Centro de Difusão de Tecnologia (CDT) da Emdagro de Itabaiana. Atualmente, desenvolvemos três processos distintos: a compostagem em leiras aeróbias, a vermicompostagem, que utiliza anelídeos, como a minhoca-africana, para a produção de húmus, e a gongo compostagem, que utiliza um diplópode, popularmente conhecido como gongolo ou piolho-de-cobra, também para a produção de húmus”, explicou o engenheiro agrônomo.

Ainda segundo ele, as vitrines funcionam como unidades permanentes de demonstração tecnológica, onde agricultores, estudantes e técnicos podem conhecer as práticas, trocar experiências e aprender, na prática, como implantar e conduzir cada uma dessas tecnologias em suas propriedades.

Os agricultores interessados podem obter mais informações sobre como fazer o processo de compostagem no CDT da Emdagro de Itabaiana, que fica localizado no Povoado Agrovila, Perímetro Irrigado Jacarecica I e funciona de segunda a sexta-feira, das 7h às 17h.

Ceasa Aracaju e Conab discutem parcerias e integração ao sistema nacional


Desde 2024, Coderse administra entreposto público de comercialização de hortifrutigranjeiros para atacado e varejo

A Central de Abastecimento de Sergipe (Ceasa Aracaju) está prestes a integrar o Sistema de Informações de Mercados de Abastecimento do Brasil (Simab). Uma reunião entre a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e a Companhia de Desenvolvimento Regional de Sergipe (Coderse), realizada na última quinta-feira, 13, seguida de uma visita à Ceasa, marcou o início da parceria que colocará Sergipe em pé de igualdade com outras 35 centrais de abastecimento do país, ao compartilhar com a população, mercados e governos informações sobre preços, volume e origem dos alimentos comercializados no entreposto estadual.

Durante a visita à central, os representantes da Conab aplicaram à gerência da Ceasa um diagnóstico de funcionamento, seguido de uma capacitação para operação dos sistemas nos quais os dados de Sergipe serão inseridos. Desde 2024, a Ceasa Aracaju é administrada diretamente pela Coderse, empresa vinculada à Secretaria de Estado da Agricultura, Desenvolvimento Agrário e da Pesca (Seagri).

O superintendente regional da Conab em Sergipe, Janderson Maués, informa que o objetivo da parceria é fazer com que a Ceasa de Aracaju passe a integrar o Simab. “Isso fará com que consigamos publicar, em nível nacional, dados do mercado hortigranjeiro sergipano. A ideia hoje é conhecer o sistema, participar do diagnóstico e inserir a comercialização desses produtos em nosso banco de dados. Essa informação é muito importante para pensar e executar políticas públicas, pois permite enxergar a produção, a comercialização e a rota que o produto sergipano percorre pelo país”, avalia.

Para o diretor-presidente da Coderse, Paulo Sobral, ao fazer parte desses sistemas da Conab, não apenas a Ceasa, mas toda a produção agrícola sergipana ganhará mais visibilidade. “Isso vai atrair ainda mais negócios e gerar competitividade para o que é produzido no estado. Para nós, como parte da Secretaria da Agricultura, será uma fonte valiosa de informações sobre o comportamento do nosso agronegócio, principalmente nos sete perímetros irrigados que pertencem à Coderse, orientando ações efetivas, necessidades de atenção e novos investimentos públicos do Estado”, destaca.

Nova administração

A Ceasa de Aracaju é um espaço público pertencente à Coderse, com 34.085 m² de área total, dos quais 6.908 m² são ocupados por 12 blocos onde funcionam 109 lojas e 71 bancas. Aos sábados, parte do estacionamento recebe mais de 100 bancas da Feira do Produtor.

Por determinação judicial, decorrente de ação do Ministério Público Estadual, em maio de 2024 a Coderse reassumiu a administração da Ceasa, anteriormente realizada pela associação de permissionários. Desde então, a empresa tem investido recursos do Estado no reforço de pessoal, segurança e limpeza. Atualmente, estão em andamento obras de revitalização, com investimento de quase R$ 150 mil, destinados à recuperação da pavimentação interna e do depósito de lixo. Paralelamente, a Coderse elabora e viabiliza projetos de reforma da infraestrutura, implantação de nova pavimentação, sinalização interna e modernização do sistema de romaneio, com previsão de mais de R$ 3,7 milhões em investimentos.

Prohort

Além do Simab, o diálogo com os representantes da Conab abre caminho para que a Ceasa Aracaju participe do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort), voltado à ampliação da interação com entes governamentais e com a cadeia de produção e distribuição de alimentos, atraindo melhorias e ampliando as funções dos mercados atacadistas.

Analista e engenheira-agrônoma da Gerência de Produtos Hortigranjeiros (Gehor) e da Superintendência de Gestão da Oferta (Sugof) da Conab, Thais França Silva esteve em Aracaju para aplicar o diagnóstico da Ceasa. “Em nossa gerência funciona o Prohort, e estamos levantando informações nas 74 Ceasas existentes no país. A de Aracaju foi uma das escolhidas para o diagnóstico de Visão de Futuro, que avalia a realidade atual e a visão projetada para os próximos cinco anos. Também buscamos integrá-la ao nosso banco de dados, no qual coletamos informações de comercialização e preços de 35 Ceasas por meio do Simab. A qualidade da informação depende dessas alianças estabelecidas entre as Ceasas e a Conab”, complementa a analista.

15ª Festa Amigos do Leite celebra a força da pecuária leiteira sergipana 

Evento realizado em Santa Rosa do Ermírio reúne produtores de vários estados, destaca a maior produtividade leiteira do Brasil e fortalece a economia do alto sertão sergipano

A 15ª edição da Festa Amigos do Leite, realizada entre os dias 6 e 9 de agosto, no Povoado Santa Rosa do Ermírio, no município de Poço Redondo, reafirma o protagonismo da pecuária leiteira sergipana. Sede da maior produtividade de leite do Brasil, o município recebe produtores, criadores, empresas e instituições do setor em um dos maiores eventos da cadeia leiteira do Nordeste. A expectativa da organização é movimentar cerca de R$ 50 milhões na economia regional durante os quatro dias de programação.

Consolidada no calendário agropecuário de Sergipe, a Festa Amigos do Leite reúne leilões, torneios leiteiros, exposição de animais, além de estandes com máquinas, implementos, insumos, serviços e agentes financeiros. O evento evidencia o elevado padrão genético dos rebanhos de Sergipe e de outros estados do Nordeste, fortalecendo o intercâmbio de tecnologias e oportunidades de negócios.

De acordo com dados da Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro), Poço Redondo é o maior produtor de leite do estado e o município com maior produtividade leiteira do país, alcançando média de 3.960 litros de leite por vaca ao ano. Para efeito de comparação, a média estadual é de 2.336 litros, enquanto a média nacional é de 1.343 litros por vaca ao ano. Segundo a Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM 2025), o município também figura entre os 20 maiores produtores de leite do Brasil.

O vice-presidente da Associação Amigos do Leite e organizador do evento, Alisson Silva, explica que a elevada produtividade da região faz do torneio leiteiro um dos momentos mais aguardados da programação e destaca uma novidade desta edição. “Apesar das dificuldades, o evento acontece com muito sucesso. Este ano, a novidade é que estamos realizando dois torneios leiteiros: o nacional e o local. O torneio local dá oportunidade para os pequenos produtores da região participarem, enquanto o nacional reúne grandes produtores com animais de Sergipe, Bahia, Alagoas, Pernambuco e Minas Gerais. São três ordenhas por dia, durante os quatro dias de evento. Nossa expectativa é que a vaca vencedora supere os 114 quilos de leite por dia, resultado alcançado pela campeã da edição passada”, destacou.

Monitoramento de resíduos de agrotóxicos reforça a segurança dos alimentos produzidos em Sergipe


Coletas realizadas em dez municípios integram ação de fiscalização que analisa resíduos de defensivos agrícolas em alimentos cultivados no estado

O monitoramento de resíduos de agrotóxicos em alimentos produzidos em Sergipe teve início em fevereiro de 2026 e continua em andamento em propriedades rurais dos municípios de Lagarto, Riachão do Dantas, Salgado, Areia Branca, Itabaiana, Indiaroba, Propriá, Neópolis, Pinhão e Itaporanga d’Ajuda. Até o momento, foram coletadas amostras de banana, acerola, mamão, melancia, abacaxi, milho-verde e citros, além de amostras de couve e alface, estas destinadas exclusivamente à calibração dos equipamentos laboratoriais.

O trabalho integra as ações de fiscalização desenvolvidas pela Coordenadoria de Insumos Agropecuários da Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro), em parceria com o Ministério Público de Sergipe, por meio da Promotoria do Meio Ambiente, e tem como finalidade verificar o cumprimento da legislação sobre o uso de defensivos agrícolas.

As análises são realizadas pelo Instituto de Tecnologia e Pesquisa de Sergipe (ITPS), utilizando protocolo capaz de identificar até 271 princípios ativos de agrotóxicos. A avaliação segue os parâmetros estabelecidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e pelo Ministério da Agricultura e Pecuária.

Em duas amostras de acerola consideradas irregulares foram encontrados resíduos de imidacloprido acima do limite máximo permitido pela legislação, além da presença de princípios ativos não autorizados para essa cultura, entre eles imidacloprido e tiametoxam.

De acordo com a diretora de Defesa Animal e Vegetal da Emdagro, Aparecida Andrade, o monitoramento permite verificar se os produtos estão sendo utilizados conforme as recomendações previstas para cada cultura. “As análises avaliam tanto o respeito aos limites máximos de resíduos quanto a utilização de ingredientes ativos autorizados para cada cultura. Essas informações subsidiam as medidas administrativas previstas na legislação e também as ações de orientação aos envolvidos”, observou.

Segundo os resultados laboratoriais, não foi constatada situação que indicasse risco imediato de intoxicação aguda. A preocupação técnica está relacionada à exposição contínua a resíduos acima dos limites legais ou ao emprego de produtos não autorizados para determinada cultura. A fiscalização apontou que, nos casos analisados, os produtores seguiram as orientações constantes dos receituários agronômicos apresentados durante a inspeção.

Em razão disso, os agricultores receberam advertências e orientações técnicas, enquanto as revendas responsáveis pela emissão dos receituários foram autuadas. Em um terceiro caso, embora tenha sido detectado resíduo acima do limite permitido, não foram encontrados elementos suficientes para comprovar aplicação irregular pelo produtor, permanecendo a hipótese de contaminação por deriva.

Segundo Aparecida Andrade, além das medidas fiscalizatórias, o monitoramento produz informações que orientam futuras ações técnicas. “O objetivo é identificar situações que exijam adequação às normas vigentes. Os resultados também servem de base para orientar produtores, profissionais habilitados e demais participantes da cadeia produtiva quanto ao uso correto dos defensivos agrícolas”, destacou.

Paralelamente às fiscalizações, a Coordenadoria de Insumos Agropecuários da Emdagro desenvolve atividades de educação sanitária voltadas aos produtores rurais. Em 2025, foram realizados seis cursos de capacitação, 25 palestras e dez reuniões técnicas sobre temas relacionados ao uso correto de agrotóxicos e à legislação aplicável.

Para os consumidores, a orientação é adquirir alimentos de origem conhecida e realizar a higienização adequada de frutas e hortaliças antes do consumo. Embora parte dos defensivos seja absorvida pela planta, a lavagem cuidadosa e, quando possível, a retirada da casca, contribuem para reduzir resíduos presentes na superfície dos alimentos. “As ações de monitoramento terão continuidade ao longo do ano, com previsão de novas análises envolvendo amostras de milho em grão seco e tomate”, pontuou Aparecida.

Japoatã se consolida como novo polo de produção de amendoim em Sergipe


Com assistência técnica da Emdagro, agricultores familiares ampliam a produção, aumentam a produtividade e fortalecem a cultura do amendoim no município



O município de Japoatã, localizado a 93 quilômetros da capital, está se tornando um novo polo de produção de amendoim em Sergipe. Iguaria tradicional na mesa do sergipano, a leguminosa era produzida, principalmente, em áreas irrigadas, como os perímetros Jacarecica I, em Itabaiana, e Piauí, em Lagarto. Agora, a cultura também ganha força em uma região de sequeiro, onde cerca de 60 a 80 agricultores familiares cultivam o amendoim em cinco povoados: Poxim, Barrocão, Piauí de Baixo, Carro Quebrado e Currais.


Produtores do município de Japoatã estão recebendo orientação técnica para cultivo de amendoim em área de sequeiro, o que contribui para o fortalecimento da produção. A análise de solo, as orientações sobre manejo da cultura, plantio, controle de pragas e colheita fazem parte desse acompanhamento e têm sido determinantes para o sucesso alcançado pelos produtores de Japoatã.


Um exemplo é o agricultor José Gonçalves de Araújo Souza, que cultiva amendoim há 10 anos no Povoado Poxim e comemora os resultados da safra. “Estimo que minha produção este ano fique entre 210 e 240 sacas de amendoim. Plantei em abril, quando chegaram as chuvas. Como o ciclo da cultura é curto, cerca de 90 dias, já estou colhendo para começar a comercializar na região”, afirma o agricultor, que também cultiva cana-de-açúcar, macaxeira e milho, garantindo a subsistência da família durante todo o ano.


“Agora já estou me preparando para plantar amendoim também no verão, em uma área irrigada. Estou confiante de que vou continuar prosperando graças ao apoio que sempre recebi da equipe técncia da Emdagro”, acrescenta. Para o secretário municipal de Agricultura de Japoatã, Gustavo Caldas Santos, a parceria com o produtor tem sido fundamental para fortalecer a atividade no município. “A cultura do amendoim já existia em Japoatã, mas agora está recebendo a atenção que merece. Os produtores contam com assistência técnica, análise de solo, recomendações de adubação e preparo adequado da área, o que proporciona melhores resultados e incentiva novos agricultores a investirem nessa cultura”, destaca.



Segundo ele, para o próximo ano está prevista a implantação de um banco de sementes, com o objetivo de ampliar ainda mais a produção. “Graças a esse trabalho, os agricultores estão satisfeitos, produzindo mais, colhendo melhor, comercializando o amendoim e conseguindo reservar sementes para as próximas safras”, reforça. O engenheiro-agrônomo da Emdagro, José Vieira Ramos Filho, ressalta que a equipe técnica permanece à disposição para orientar os agricultores. “Nós, da equipe técnica da Emdagro, estamos sempre prontos para auxiliar os agricultores sergipanos no que for necessário. Em Japoatã, desenvolvemos esse trabalho com um grupo de produtores que vem se organizando cada vez mais para fortalecer a cultura do amendoim e ampliar a produção no município”.

Em Japoatã, as variedades de amendoim mais cultivadas são Caiano e Paulistão. De acordo com o técnico, João Serafim Pinto, a cultura oferece, ainda, importantes benefícios agronômicos. “Além de possuir ciclo curto, o amendoim contribui para a conservação do solo por ser uma leguminosa que auxilia na fixação de nitrogênio, tornando-se uma excelente alternativa para os sistemas de rotação de culturas”, destaca.

Ações preventivas intensificam combate à murta em regiões citrícolas de Sergipe

Planta hospeda o psilídeo, inseto que pode transmitir o Greening e comprometer a produção de citros

As ações de monitoramento do plantio irregular de murta seguem sendo realizadas em regiões citrícolas de Sergipe para prevenir a disseminação do greening, considerada uma das principais ameaças à citricultura mundial. Conhecida popularmente como dama-da-noite ou jasmim-de-laranjeira, a murta é uma planta ornamental comum em jardins, praças e vias públicas, mas também serve de hospedeira do psilídeo, inseto que pode transmitir a bactéria Candidatus Liberibacter spp., causadora da doença, que não tem cura e pode comprometer toda a produção de pomares de laranja, limão e outros cítricos.

Na última semana, equipes de Defesa Sanitária Vegetal da Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro) realizaram ações de monitoramento, orientação e erradicação de exemplares da planta nos povoados Muriçoca, Olhos d’Água e Meia Légua, em Boquim. O trabalho inclui visitas às propriedades rurais para conscientizar produtores sobre a necessidade de eliminar a murta das áreas citrícolas e reduzir o risco de disseminação do greening.

Ciente dos prejuízos que a murta poderia causar em seu sítio, localizado no povoado Muriçoca, a lavradora Vera Lúcia de Jesus não se opôs a arrancar o único arbusto da planta identificado em frente à sua propriedade. “Não tínhamos noção do problema que essa planta poderia causar, por isso plantamos uma aqui. Quando ela secar, vamos queimar para não deixar nenhum vestígio”, afirmou a agricultora que, juntamente com seu marido, planta uma grande variedade de frutas e verduras, inclusive laranja, para comercializar nas feiras livres de Boquim e região.

José Costa de Santana, técnico agrícola da Secretaria de Agricultura de Boquim, já acompanha o trabalho realizado pela Emdagro para a erradicação da murta e atua na região como agente multiplicador da iniciativa. “Também recebi os técnicos em minha propriedade e foi identificado um pezinho da planta em meu vizinho, como ele não estava em casa no momento, me comprometi em fazer essa conscientização e até em ajudar na extração da planta, a fim de eliminar o risco da doença”, pontuou.

Atuação preventiva

A retirada da murta em áreas citrícolas atende ao Decreto Estadual nº 27.493/2010, que proíbe o plantio e a manutenção da espécie em áreas públicas e particulares dos municípios produtores de citros como medida preventiva contra o greening. Segundo o coordenador de Defesa Vegetal da Emdagro, Lucas Amâncio, o trabalho alia fiscalização e orientação à população. “Visitamos povoados onde identificamos a ocorrência dessa planta para fazer um trabalho preventivo e de esclarecimento. A murta é hospedeira do inseto psilídeo e sua erradicação é uma medida importante para proteger os pomares de citros do estado”, afirmou.

O greening é uma doença sem cura que compromete a produção de citros. Nas plantas jovens, impede que as árvores cheguem à fase produtiva. Nos pomares adultos, provoca queda prematura dos frutos e o enfraquecimento gradual das plantas. Apesar da presença do psilídeo em Sergipe, o estado permanece livre da doença, já que não há registro da bactéria Candidatus Liberibacter spp., condição confirmada por análises laboratoriais.

Como medida preventiva, para manter o estado livre da doença, a Portaria SDA/Mapa nº 1.326, de 4 de julho de 2025, proíbe o plantio e a manutenção da murta em áreas públicas e particulares de 17 municípios sergipanos: Cristinápolis, Umbaúba, Pedrinhas, Arauá, Itabaianinha, Riachão do Dantas, Lagarto, Boquim, Salgado, Itaporanga d’Ajuda, Estância, Santa Luzia do Itanhy, Indiaroba, Santana do São Francisco, Neópolis, Tomar do Geru e Japoatã.

Emdagro intensifica Vigilância Sanitária para manter rebanho suíno livre de doenças

Ações de campo e amostragem garantem a qualidade e o reconhecimento internacional da suinocultura sergipana

Equipes de veterinários da Defesa Animal da Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro) estão em campo executando o estudo sorológico para a Peste Suína Clássica (PSC) e a Síndrome Respiratória e Reprodutiva dos Suínos (PRRS). A ação faz parte do Plano Integrado de Vigilância de Doenças dos Suínos, conduzido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), em parceria com os serviços veterinários estaduais.

O objetivo principal da iniciativa é a detecção precoce da presença de anticorpos contra os vírus no rebanho nacional, abrangendo criações comerciais, de subsistência e animais asselvajados. Esse monitoramento contínuo é fundamental para fortalecer a defesa agropecuária local e manter a certificação internacional de Sergipe como área livre de doenças como a PSC, status reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal.

As propriedades rurais estão sendo selecionadas com base em um modelo de amostragem de risco definido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Em Sergipe, as equipes técnicas têm visitado as propriedades para realizar avaliações clínicas nos animais e coletar amostras de sangue. De acordo com Aparecida Andrade, diretora de Defesa Animal, da Emdagro, o trabalho já alcançou rebanhos suínos em municípios estratégicos do estado, com destaque para Simão Dias, Lagarto, Porto da Folha, Gararu e Nossa Senhora de Lourdes. “A previsão é de que toda a programação seja concluída até novembro, abrangendo rebanhos de todas as regiões sergipanas”, pontuou.

O criador Eduardo de Campos Menezes reforça a importância desse trabalho, realizado anualmente pela Emdagro em sua propriedade. “Essa semana mesmo recebi a equipe técnica da empresa em meu sítio. Eles vieram coletar sangue dos animais para análise e isso é de grande valia para nós, pequenos produtores, pois garante que nossa produção esteja saudável e livre dessa doença que acaba com nossos rebanhos”, disse o criador que mantém um plantel de 30 suínos na Granja Campos, localizada no Povoado Tabuleiro, no município de Nossa Senhora de Lourdes.

Também para José Erivelto dos Santos, mais conhecido em Nossa Senhora da Glória como Canindé, receber a equipe técnica da empresa estadual em sua propriedade é motivo de muita alegria. “Nós que criamos animais já temos prática com a lida, mas muitas vezes não conseguimos identificar quando eles estão doentes, então com essa assistência da Emdagro, ficamos mais seguros com relação à saúde de nosso rebanho. Por outro lado, eu procuro fazer minha parte, oferecendo ração de qualidade e mantendo a vacinação deles em dia”, destacou o criador que em sua granja atualmente tem 16 porcas parideiras.

Coleta e análise

Para garantir a rastreabilidade e a precisão dos resultados, todas as amostras coletadas são processadas exclusivamente pela rede de laboratórios oficiais credenciados pelo Mapa. Atualmente, a Emdagro tem encaminhado o material biológico para análise no Centro de Diagnóstico de Sanidade Animal (Cedisa), localizado em Concórdia/SC, referência na área de sanidade suinícola.

Conforme observou Aparecida Andrade, as ações preventivas da Emdagro refletem o compromisso do Estado com a saúde animal e a segurança alimentar. “Graças a esse rigoroso inquérito epidemiológico e à inspeção clínica constante, Sergipe reafirma sua posição de destaque no agronegócio, garantindo a competitividade da carne suína brasileira no mercado internacional por meio da manutenção do status sanitário de excelência”, afirma a diretora.

Governo contrata mais 35 classificados no concurso da Emdagro


Com os novos contratados, somam-se 90 novos servidores para o setor agropecuário do estado

Governo contrata mais 35 classificados no concurso da Emdagro

Com os novos contratados, somam-se 90 novos servidores para o setor agropecuário do estado

Na tarde desta quarta-feira, 1º de julho, o governador Fábio Mitidieri convocou mais 35 aprovados no concurso da Emdagro. Desta vez, foram chamados 5 médicos veterinários, 10 engenheiros agrônomos e 20 técnicos agrícolas. Com essa nova remessa, o Estado atinge a marca de 90 novos servidores para reforçar a assistência técnica, a extensão rural e o apoio ao homem e à mulher do campo.

Além do governador, o ato contou com a presença da secretária de Estado da Administração, Lucivanda Nunes Rodrigues; do secretário de Estado da Agricultura, Zeca da Silva; do presidente da Emdagro, Marcelo Silva; da diretora de Defesa Animal e Vegetal, Maria Aparecida Andrade Nascimento; e do diretor de Assistência Técnica e Extensão Rural, Jean Carlos Nascimento Ferreira.

Para o governador Fábio Mitidieri, a convocação desses profissionais representa um passo importante para fortalecer a equipe da empresa e intensificar os trabalhos voltados ao desenvolvimento do setor agropecuário em Sergipe. “Eu disse que iria fortalecer a Emdagro e estamos cumprindo. Com estes 35, já são 90 novos profissionais contratados que chegam para renovar e oxigenar a nossa Emdagro”, destacou.

Conforme enfatizou o secretário Zeca da Silva, a convocação de mais profissionais representa o fortalecimento da agropecuária em Sergipe. “A chegada desses profissionais qualificados reforça ainda mais o compromisso da Emdagro com o trabalho no campo. Quem ganha é a sociedade sergipana, em especial a classe rural do estado de Sergipe, que está de vento em popa. Os novos servidores vêm para fortalecer a agricultura e a pecuária do estado. A gente agradece ao governador, o governador dos concursos públicos, que valoriza o servidor público. Nosso muito obrigado, governador, e faremos jus trazendo mais serviços para a sociedade sergipana”, pontuou Zeca da Silva.

A secretária de Estado da Administração, Lucivanda Nunes Rodrigues, explicou que a chamada faz parte do concurso da Emdagro, um dos quase trinta certames realizados nesta gestão. “Depois de dois anos, estamos aproveitando esse cadastro de concursados para fortalecer, de fato, a Emdagro, que tem o papel importante de fortalecer a nossa agricultura familiar”, reforçou a secretária.

Avicultura caipira ganha impulso em Sergipe com unidade demonstrativa

Projeto da Emdagro e Fapitec une pesquisa, capacitação e sustentabilidade para fortalecer a agricultura familiar e ampliar oportunidades de geração de renda no meio rural

A criação de galinhas caipiras tem se consolidado como uma importante alternativa de produção para agricultores familiares em todo o Brasil. Além de demandar investimentos relativamente baixos, a atividade contribui para a segurança alimentar, diversifica as fontes de renda das famílias rurais e atende a uma crescente demanda dos consumidores por alimentos produzidos de forma mais natural e sustentável.

Em Sergipe, onde a agricultura familiar desempenha papel fundamental na economia rural e no abastecimento alimentar, a avicultura caipira apresenta potencial para ampliar oportunidades de trabalho e renda. No entanto, produtores ainda enfrentam desafios como o acesso limitado a tecnologias apropriadas, altos custos de insumos convencionais e a necessidade de maior capacitação técnica para aprimorar os sistemas de produção.

Foi diante desse cenário que a Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro), em parceria com a Fundação de Apoio à Pesquisa e à Inovação Tecnológica do Estado de Sergipe (Fapitec/SE), implantou a Unidade Demonstrativa de Avicultura Caipira em Sistema Sustentável, no Centro de Difusão Tecnológica (CDT), localizado no Perímetro Irrigado Jacarecica I, em Itabaiana.

A iniciativa integra ações de pesquisa, assistência técnica e extensão rural, transformando o espaço em uma referência para demonstração de tecnologias, capacitação de produtores, formação de estudantes e desenvolvimento de estudos voltados à realidade da agricultura familiar sergipana.

A unidade foi estruturada para servir como ambiente de aprendizado prático, onde agricultores, técnicos e estudantes poderão conhecer e aplicar técnicas relacionadas ao manejo adequado das aves, alimentação alternativa, controle sanitário, bem-estar animal e boas práticas de produção. O projeto também busca incentivar o uso de recursos locais, reduzindo a dependência de insumos externos e promovendo sistemas produtivos mais sustentáveis e resilientes.

Além da estrutura física do aviário, o projeto prevê a aquisição de aves, realização de diagnósticos junto aos produtores, promoção de cursos de capacitação, oficinas práticas e produção de materiais técnicos voltados à difusão do conhecimento. A expectativa é capacitar agricultores familiares e extensionistas rurais, fortalecendo a cadeia produtiva da avicultura caipira em Sergipe.

Segundo o diretor de Assistência Técnica, Extensão Rural e Pesquisa (Diraterp) da Emdagro, Jean Carlos Nascimento, a unidade representa um passo importante para aproximar a pesquisa da realidade dos produtores rurais. “Esta unidade demonstrativa foi concebida para ser um espaço permanente de aprendizagem e inovação. Nosso objetivo é oferecer aos agricultores familiares acesso a tecnologias e práticas sustentáveis que possam ser aplicadas diretamente em suas propriedades, promovendo maior produtividade, geração de renda e qualidade de vida no campo. Ao mesmo tempo, fortalecemos a pesquisa e a extensão rural, pilares fundamentais para o desenvolvimento agropecuário de Sergipe”, destacou.

Outro diferencial da iniciativa é a integração entre instituições de pesquisa, extensão rural e agricultores, favorecendo a construção coletiva do conhecimento e a adaptação das tecnologias às condições locais. “A proposta também está alinhada às diretrizes de desenvolvimento sustentável, ao estimular práticas que conciliam produção, conservação ambiental e bem-estar animal”, pontuou Jean.

Com a ampla presença da Emdagro nos municípios sergipanos, os conhecimentos gerados na unidade poderão ser difundidos para diferentes regiões do estado, ampliando o alcance das ações de assistência técnica e contribuindo para a consolidação da avicultura caipira como uma atividade estratégica para a agricultura familiar.

A expectativa é que os resultados do projeto se reflitam no aumento da eficiência produtiva, na redução de perdas sanitárias, no fortalecimento da organização dos produtores e na ampliação das oportunidades de comercialização de ovos e carne caipira, promovendo desenvolvimento econômico e social no meio rural sergipano.

Governo de Sergipe e Ministério da Pesca realizam etapa estadual da 4ª Conferência Nacional para fortalecimento do setor

Governador destaca papel estratégico da pesca para economia e subsistência de 46 mil sergipanos 

Foi realizada nesta segunda-feira, 15, a 4ª Conferência Nacional de Aquicultura e Pesca (CNAP), na Biblioteca Pública Estadual Epiphânio Dória, em Aracaju. O evento, que teve como tema “Pesca e Aquicultura: de Política de Governo a Política de Estado”, contou com a presença do ministro da Pesca e Aquicultura, Édipo Araújo. Organizada em Sergipe pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria da Agricultura, Desenvolvimento Agrário e da Pesca (Seagri), em parceria com a Superintendência Federal da Pesca e Aquicultura em Sergipe (SFPA/SE), a conferência é uma iniciativa do Governo Federal e reuniu um grande público, formado por pescadores, aquicultores, empresários, comunidade acadêmica e gestores públicos locais. O governador Fábio Mitidieri deu as boas-vindas aos participantes ao lado da secretária de Assistência Social, Érica Mitidieri, e do secretário da Agricultura, Zeca da Silva.

Conforme destacou o governador, a realização do encontro representa um importante espaço de diálogo e participação social para discutir o presente e o futuro do setor em Sergipe e no Brasil. “Temos, hoje, em torno de 46 mil sergipanos que vivem da pesca e da aquicultura. Esse segmento movimenta a economia do estado, gerando empregos e renda, e já se consolidou como pilar estratégico de subsistência, inclusão social e segurança alimentar”, disse Fábio Mitidieri, observando que continuará trabalhando na implementação de políticas públicas que auxiliem essa cadeia produtiva.

O ministro Édipo Araújo ressaltou que a retomada da conferência após 17 anos é um avanço significativo para o fortalecimento da participação social no setor. “A CNAP representa um espaço de escuta e diálogo com diversos atores do segmento e a oportunidade de construir propostas em conjunto, trazendo a voz do homem e da mulher das águas para as políticas públicas — não de governo, mas de Estado, que é justamente o tema do nosso encontro”, pontuou. Segundo ele, o objetivo é ampliar o debate de forma coletiva e garantir a continuidade das ações que vão impulsionar a pesca artesanal e a aquicultura sergipana nos próximos anos. “Trouxemos oito eixos temáticos para discussão e vamos eleger os delegados que irão defender a pesca sergipana em novembro, na etapa nacional, em Brasília”, ressaltou, citando como prioridades a sustentabilidade, a justiça climática, a governança, o ordenamento, além da assistência técnica e extensão rural.

Para o secretário de Estado da Agricultura, Zeca da Silva, o evento é de grande relevância, visto o enorme potencial econômico observado em toda a costa sergipana. “Inclusive, o Governo do Estado tem um projeto para lançar no segundo semestre para estender [as ações] até o sertão, com a dessalinização de poços artesianos nessa cadeia produtiva tão importante para o fortalecimento da agricultura familiar”, adiantou. Ele destacou que 70% do setor é formado pela aquicultura e pesca artesanal, representada em sua maioria (62%) por mulheres. “É uma atividade que emprega muita gente. O setor movimenta economicamente R$ 200 milhões para o produtor e, em toda a cadeia, chega a R$ 1 bilhão, impulsionado principalmente pelo consumo de camarão nos restaurantes e no setor hoteleiro local”, afirmou.

Participação popular

Maria Edelma da Conceição, da Colônia Miranda, em São Cristóvão, disse estar muito satisfeita em participar da conferência e confiante nos benefícios que o evento trará para o estado. “Antes, nós não tínhamos voz e sofríamos muito preconceito por sermos marisqueiras. A gente não tinha lugar em canto nenhum, não víamos respeito com nossa profissão e já chegamos a ser chamadas de fedorentas por causa do nosso trabalho nos mangues. Hoje, graças a Deus, estamos vivendo outra realidade e somos mais valorizadas”, enfatizou a marisqueira, que desde os 15 anos trabalha no ofício com o qual sustenta sua família.

O presidente da Federação de Pescadores do Estado de Sergipe (Fepese), Marcos Menezes, também destacou a importância do espaço para apresentar as demandas do setor. “Estamos aqui para trazer os problemas dos pescadores sergipanos para que eles sejam ouvidos. Tenho certeza de que esse evento nos traz muitas esperanças, de que nossas reivindicações serão atendidas, para o bem do crescimento da pesca e da aquicultura em Sergipe”, pontuou.

Governo

Última atualização: 16 de junho de 2026 10:25

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