Governo do Estado investe em produção agrícola sustentável por meio da agrofloresta

Novo modelo alimentar para Sergipe propõe integração de variedades regionais à floresta nativa

Por meio da Emdagro, o Governo do Estado identifica os sistemas produtivos e oferece consultoria para que os técnicos produtores | Fotos: Thiago Santos

Durante a pandemia da covid-19, em 2021, o empresário Luiz Henrique Cunha Andrade iniciou um projeto de agroecologia no agreste sergipano, numa propriedade de 27 mil m² que foca na produção de alimentos sem veneno, plantio de mogno e transição para o cultivo de café, num sistema intitulado ‘agrofloresta’ – prática regenerativa que se embasa na resiliência da agricultura e viabilidade econômica por meio dela. 

A propriedade de Andrade é vista como exemplo de sucesso, no Povoado Figueiras, em Moita Bonita, na região agreste do estado. O sítio de Luiz Henrique também incorpora o turismo de experiência e, para atingir seus objetivos, ele conta com o suporte técnico do Governo do Estado, por meio das orientações de manejo da Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro). 

De acordo com o coordenador do escritório local da Emdagro, Waltenys Braga Silva, o sítio de Luiz Henrique caminha para a sustentabilidade financeira, com foco na produção de café e frutas, além da criação de uma estação de trabalho multiuso para beneficiamento de produtos, turismo rural e cursos em sua propriedade, vista pelo Governo do Estado como um laboratório vivo. O manejo de Plantas Alimentares Não Convencionais (Pancs) e a superação de erros, junto com as orientações da Emdagro, fazem do projeto do agricultor um novo modelo alimentar para Sergipe. 

“A agrofloresta é um modelo de cultivo que integra espécies anuais como as hortaliças e tubérculos para renda imediata, as frutíferas e madeiras de lei como o mogno, a craibeira, todos no mesmo espaço. O sistema utiliza plantas adubadeiras e nativas para enriquecer o solo naturalmente, dispensando agrotóxicos”, declarou Waltenys, ao citar que, entre os benefícios da agrofloresta estão a sustentabilidade, por meio da recuperação do solo e produção livre de químicos; lucratividade gradual, com retorno imediato com ciclos curtos e lucro crescente com frutas e madeira a longo prazo; e a integração com possibilidade de combinar com a pecuária (adubação orgânica via esterco e alimentação animal saudável).

Nos últimos cinco anos, Luiz Henrique viu seu projeto evoluir de uma horta familiar para uma unidade de referência em agroecologia, após buscar capacitação técnica na Emdagro, utilizando os erros iniciais como aprendizado para consolidar o sistema produtivo. “Os pilares dessa transformação são a recuperação do solo, por meio da adubação verde da gliricídia, por exemplo, uma maior eficiência da gestão hídrica, porque usamos plantas como bananeiras e técnicas de poda para manter a umidade no semiárido, e contamos com as orientações da Emdagro no manejo e na ciência”, ressaltou Luiz Henrique, ao acrescentar que, hoje, sua propriedade é tida como um polo, inclusive, de interesse acadêmico e técnico.

O produtor revelou que a área está há 60 dias sem irrigação, o que, para ele, comprova a eficácia da agrofloresta, que utiliza o desenho inteligente do plantio, mantendo sua subsistência mesmo em longa estiagem. Apesar de a produção ser para consumo próprio, Luiz Henrique comercializa o excedente que produz e, para manter o princípio do sistema, prioriza o resgate de sementes crioulas (genética regional), como oito variedades de feijão, preservando a biodiversidade local.

Tecnologia

O coordenador do Centro de Desenvolvimento de Tecnologias (CDT) da Emdagro, o engenheiro agrônomo Lucas Travassos, informou que a agrofloresta tem potencial de expansão a longo prazo em Sergipe, devido ao processo natural do crescimento das variedades, que se apoia em árvores de idade de desenvolvimento mais prolongada, por isso o seu modo de produção é mais lento, se comparado a culturas em série. Ainda assim, as tecnologias desenvolvidas no CDT já contam com resultados concretos, com 25 propriedades no estado adotando modelos sustentáveis.

Com o auxílio de tecnologias de baixo custo desenvolvidas na unidade vitrine CDT, técnicas como a vermicompostagem e a gongocompostagem (uso de gongolos para criar substrato), são métodos pioneiros em Sergipe. “No CDT, os Sistemas Agroflorestais [SAF] contam com cultivo experimental de cacau, com sombreamento alternativo e amora italiana, integrando espécies nativas e adubos verdes como gliricídia e moringa. O objetivo é que o agricultor conquiste autonomia, garantindo segurança alimentar, geração de renda com mercados de nicho e preservação ambiental, por meio da ciclagem de nutrientes”, detalhou o engenheiro sobre o objetivo da Emdagro de difundir os conhecimentos tecnológicos experimentados e comprovados no CDT.

O agrônomo Lucas Travassos acrescentou que a Emdagro fornece a base científica e tecnológica para que a agrofloresta seja replicável e sustentável. “A emancipação do produtor como o maior benefício da agroecologia é o foco do nosso trabalho no CDT. Ao produzir seus próprios insumos e adotar tecnologias de baixo custo que desenvolvemos aqui, o agricultor rompe a dependência da indústria química e dos fertilizantes sintéticos”, frisou Travassos, que acredita na transição agroecológica como proteção à oscilação de preços dos insumos convencionais. “Ser um produtor emancipado significa ter o controle total sobre o ciclo produtivo e a qualidade do alimento”, completou. 

Safra de arroz registra recorde mais uma vez em Sergipe

Programa de distribuição de sementes contribuiu para aumento da produção

Os produtores sergipanos estão celebrando mais uma safra recorde de arroz em Sergipe. Ocupando o status de 3º maior produtor do Nordeste, o estado de Sergipe está entre os que apresentam maior produtividade do Brasil. Além dos investimentos dos próprios rizicultores, o governo tem investido na compra e distribuição de sementes para os agricultores sergipanos, por meio do Programa Sementes do Futuro. A iniciativa, que disponibiliza 100 quilos de sementes, por produtor, tem como principal objetivo fortalecer a agricultura familiar no estado, garantindo acesso a sementes de qualidade, à medida que incentiva a produção agrícola e a renda no campo.

Nos últimos dois anos, entre 2023 e 2025, foram doadas 453 toneladas de sementes de arroz certificadas, beneficiando 1.370 produtores sergipanos, com investimento do Governo do Estado de R$ 5,4 milhões. A entrega das sementes de arroz atende agricultores do Perímetro Betume, do Perímetro Cotinguiba, que abrange os municípios de Japoatã, Neópolis e Propriá, e do Perímetro de Propriá, que engloba os municípios de Propriá, Telha e Cedro de São João.

O secretário de Estado da Agricultura, Desenvolvimento Agrário e da Pesca, Zeca da Silva, destaca a importância de o Governo do Estado realizar este tipo de ação nos perímetros. “A ideia é contribuir cada vez mais para que os rizicultores de pequeno porte não percam o período do início do plantio e garantir que eles estejam inseridos na produção do arroz em Sergipe”, destacou.

Além disso, ele destaca que a ação demonstra o compromisso da gestão com o desenvolvimento agrário. “Também demonstra o reconhecimento do governador Fábio Mitidieri, de que a produção de grãos é um dos segmentos mais significativos em Sergipe, por possibilitar o enfrentamento da problemática da segurança alimentar e, principalmente, pela contribuição final na geração de emprego e melhoria da renda”, pontuou.

O programa, desenvolvido em Sergipe por meio da Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro), contribui com total assistência técnica necessária para auxiliar os rizicultores, desde o início do plantio. “Agora mesmo estamos iniciando uma nova etapa no projeto Betume, com assistência técnica direta ao produtor, principalmente por meio da questão do solo, dando orientações sobre adubação e correção. Agora em 2026, vamos implantar uma unidade demonstrativa que tem como objetivo acompanhar a produção, ver a questão de como o melhoramento pode ser aplicado em larga escala, em todo o projeto, para assistência ao produtor”, observou o técnico agrícola do escritório da Emdagro de Neópolis, Geyzon Joaquim Gonçalves.  “Isso vai fazer com que nosso projeto Betume melhore ainda mais, além da média de 10 toneladas por hectare que já conseguimos atingir, sendo um dos maiores em produtividade do Brasil”, afirmou.

Também a parceria com grandes grupos industriais reforça os benefícios conquistados pelos agricultores sergipanos. “Trabalhamos em parceria com os produtores dos perímetros irrigados do baixo São Francisco, tanto em Alagoas, como em Sergipe. Esse ano estamos trabalhando com 290 lotes e nossa atuação consiste em financiarmos a cultura. Observamos que o mercado do arroz está com o dobro do estoque, o que significa que segurou muito o preço, mas a maioria dos produtores tirou um saldo positivo, como no ano passado que teve gente que ganhou 100% do que gastou. Infelizmente, o mercado é uma coisa que não depende das indústrias, o nosso interesse é que haja uma via de mão dupla, onde todos ganhem”, enfatizou o engenheiro agrônomo das indústrias reunidas Coringa, Bento Claudino.

Agricultores de 14 municípios sergipanos começam a receber recursos do Garantia Safra

São quase R$ 13 milhões direcionados diretamente ao bolso dos produtores, que consomem nos mercados locais e aquecem a economia municipal

Nesta quarta-feira, 18, o benefício Garantia Safra começou a ser pago aos agricultores cadastrados na safra 2024/2025, em 14 municípios sergipanos. De acordo com a coordenação do programa em Sergipe, vinculada à Secretaria de Estado da Agricultura, Desenvolvimento Agrário e da Pesca (Seagri), neste primeiro momento serão pagos R$ 12.959.400,00 a 10.979 famílias de agricultores.

Os agricultores dos municípios beneficiados passam a receber o benefício a partir deste dia 18, no valor de R$ 1,2 mil para cada beneficiário, conforme o calendário de pagamento do Bolsa Família, realizado pela Caixa Econômica Federal, de acordo com o NIS (Número de Identificação Social).

O secretário de Estado da Agricultura, Zeca da Silva, destacou que o programa é fundamental para ajudar os agricultores mais vulneráveis, afetados por problemas como a estiagem no estado, além de ser um importante incentivo para a economia municipal. “Os recursos pagos aos agricultores representam muito para fortalecer a economia dos municípios. São quase R$ 13 milhões direcionados diretamente ao bolso dos produtores, que consomem nos mercados locais e aquecem a economia municipal”, pontuou.

A coordenação estadual do programa explica que o valor pago pelo Garantia Safra provém das contribuições de agricultores, prefeituras municipais, governos estaduais e do Governo Federal, sendo depositado em um fundo financeiro solidário — o Fundo Garantia-Safra (FGS). 

De acordo com o gerente estadual do programa, Sérgio Santana, para o reconhecimento da perda da safra são analisados, além do laudo do município, dados do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). “A confirmação ocorre com base em apenas duas variáveis, sendo necessário que o laudo de apenas um dos órgãos coincida com o do município”, detalhou, ao esclarecer que não é necessária a validação conjunta de todos.

Municípios atendidos

Nesta primeira folha de pagamento, 14 municípios sergipanos tiveram a perda reconhecida. No entanto, conforme informado pelo representante do Ministério do Desenvolvimento Agrário em Sergipe, outros municípios podem ser incluídos na próxima folha. Conforme o superintendente do MDA em Sergipe, Roberto Araújo, “a análise técnica permanece em andamento, tendo em vista que os dados fornecidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ainda não foram integralmente sistematizados e consolidados, o que pode ensejar a publicação de novas portarias com mais municípios contemplados”.

Garantia Safra beneficia

O Garantia Safra é um seguro de renda mínima destinado às famílias de agricultores de baixa renda que vivem em municípios do semiárido nordestino e são prejudicados quando a seca ou o excesso de chuvas provoca a perda de, pelo menos, metade da produção.

Podem participar do programa agricultores que plantam entre 0,6 e cinco hectares de arroz, feijão, milho, algodão e mandioca, em áreas não irrigadas, e que tenham renda familiar mensal de até um salário mínimo.
 

Agrofloresta irrigada fortalece produção sustentável em comunidade quilombola de Capela

Sistema agroflorestal integra preservação ambiental, segurança alimentar e geração de renda para famílias da Comunidade Agrícola do Pirangi

A implantação de sistemas agroflorestais tem se consolidado como uma estratégia importante para promover a produção de alimentos, preservação ambiental e geração de renda no meio rural. Em Sergipe, uma dessas iniciativas vem sendo desenvolvida na Comunidade Agrícola do Pirangi, território quilombola localizado no município de Capela.

Na localidade, a Coordenadoria de Agroecologia e Produção Orgânica (COOAPO), da Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro), tem atuado junto aos agricultores da comunidade na gestão do projeto intitulado ‘Raízes do Desenvolvimento’, que conta com financiamento internacional por meio do Fundo ECOS, iniciativa gerida pelo Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN), e tem como foco incentivar práticas produtivas sustentáveis que conciliam agricultura, preservação ambiental e melhoria das condições de vida no campo.

Entre as ações realizadas está a instalação da irrigação por microaspersão, que compõe uma agrofloresta. O kit é composto por tubulações, microaspersores e um reservatório com capacidade para armazenar até cinco mil litros de água. A estrutura garante o suporte hídrico necessário para o desenvolvimento das espécies cultivadas e contribui para maior segurança produtiva, especialmente em períodos de estiagem.

O sistema agroflorestal reúne diversidade de culturas, combinando espécies frutíferas — como manga, acerola, banana e pitanga — com plantas nativas, como a paineira, sibipiruna e ipês e cultivos tradicionais da agricultura familiar, a exemplo do milho, da mandioca e da batata-doce. Esse modelo produtivo favorece o uso equilibrado do solo, amplia a diversidade alimentar e fortalece a sustentabilidade dos sistemas agrícolas.

Para o engenheiro agrônomo da Emdagro, Lucas Travassos Déda, os sistemas agroflorestais representam uma alternativa produtiva que alia tradição agrícola e cuidado com o meio ambiente. “A agrofloresta permite produzir alimentos ao mesmo tempo em que recupera áreas degradadas e fortalece a biodiversidade. É um modelo que valoriza o conhecimento das comunidades e cria sistemas mais resilientes, capazes de garantir produção e sustentabilidade ao longo do tempo”, destaca.

Ainda de acordo com Lucas, as mudas frutíferas utilizadas na iniciativa são produzidas pela própria Emdagro, enquanto as espécies nativas são fornecidas pela Chesf e pela Codevasf, reforçando a atuação integrada entre instituições públicas e comunidades rurais. A próxima etapa, de plantio das mudas, será dia 18 de março em um área coletiva de um hectare definida pela comunidade.

A presidente da Associação da Comunidade Pirangi, Silvana Santos Barros Gonzaga, ressalta que o projeto representa um avanço importante para o desenvolvimento local e reflete uma parceria construída ao longo de décadas com a assistência técnica rural. Segundo ela, a Emdagro acompanha a comunidade desde 1994, prestando serviços de assistência técnica e extensão rural.

“Com a implantação do Programa Ater Mulher, essa parceria ficou ainda mais forte e eficaz. A Emdagro sempre esteve presente, orientando e caminhando junto com a comunidade. Hoje podemos dizer que Emdagro e Comunidade do Pirangi são verdadeiras parceiras no desenvolvimento do nosso território”, afirmou.

Silvana também destaca que a adoção do modelo agroflorestal exigiu um processo de construção coletiva e mudança de mentalidade entre os agricultores. “A gente precisou desenvolver uma consciência ambiental maior. Isso só foi possível depois de muita conversa, reuniões e orientação técnica sobre como fazer o casamento entre a floresta e a lavoura, produzindo sem destruir o que a natureza nos dá”, pontuou.

Como desdobramento do projeto Raízes do Desenvolvimento, a comunidade também planeja implantar uma agroindústria voltada para a produção de doces, bolos e para o beneficiamento de subprodutos da macaxeira, incluindo a comercialização da macaxeira embalada a vácuo. A iniciativa deverá ampliar as oportunidades de trabalho e gerar novas fontes de renda para as famílias da comunidade.

Seagri fortalece agricultura familiar em São Cristóvão com entrega de sementes e serviços no ‘Sergipe é aqui’

Conjunto Eduardo Gomes foi sede da 69ª edição do projeto de governo itinerante nesta quinta-feira, 12

O município de São Cristóvão, na região da Grande Aracaju, foi sede da 69ª edição do ‘Sergipe é aqui’, nesta quinta-feira, 12 de março. Durante todo o dia, a Secretaria de Estado da Agricultura, Desenvolvimento Agrário e da Pesca (Seagri), por meio de suas vinculadas Emdagro, Pronese e Coderse, ofertou diversos serviços e entregou benefícios que fortalecem a agricultura familiar local. Na ocasião, foi apresentada aos visitantes, no estande da Agricultura, uma amostra de biofertilizante feito à base de mariscos, projeto desenvolvido graças ao enorme potencial do município nessa área.

Uma parceria entre a Emdagro e a Prefeitura de São Cristóvão, por meio da Secretaria Municipal de Agricultura, Aquicultura e Pesca (Semagri), possibilitou a implantação do projeto pioneiro, que utiliza cascos de caranguejo e siri, especialmente do caranguejo uçá, para a produção de biofertilizante destinado aos produtores rurais do município. Aplicado por pulverização, o biofertilizante foliar proporciona nutrição rápida às plantas e reforça a produtividade das lavouras. O tempo médio de preparo do produto varia entre 30 e 60 dias, e a expectativa é de que a iniciativa beneficie cerca de quatro mil produtores locais.

Os serviços ofertados durante a realização da caravana itinerante em São Cristóvão permitiram a distribuição de 60 mudas frutíferas para a população local, pela Emdagro, e o encaminhamento de 21 amostras de solo ao Instituto Tecnológico e de Pesquisas (ITPS), para análise. Na oportunidade, produtores rurais receberam o atestado de vacinação de 40 animais imunizados contra Clostridiose, além da entrega de 250 quilos de sementes de milho para agricultores previamente cadastrados no programa ‘Sementes do Futuro’.

Contabilizando, nos últimos três anos, um total de 120 CAFs (Cadastro de Agricultor Familiar) entregues no município, o escritório local da Emdagro está finalizando a confecção de 200 novos documentos que, em breve, serão entregues às marisqueiras locais, em data ainda a ser definida. Além disso, cresce o número de produtores rurais assistidos pela empresa pública, que passou de 147 agricultores em 2023 para 264 no ano passado.

A aposentada Raimunda Cardoso da Cruz mora no conjunto Eduardo Gomes e foi até o local do evento acompanhar a movimentação do projeto de governo itinerante. Ela ficou satisfeita ao ganhar uma muda de goiaba em visita ao estande da Agricultura. “Achei tudo muito organizado e aproveitei para conhecer um pouco dos serviços ofertados. Como gosto muito de frutas e tenho uma área boa em meu quintal, vou plantar essa goiabeira que recebi da Emdagro”, agradeceu.

Também no estande da Agricultura, Claudete Cardoso da Conceição recebeu uma muda frutífera para plantar no terreno de sua casa, localizada no conjunto Luiz Alves. “Estou feliz porque consegui um pé de graviola, uma fruta que gosto muito e ainda não tinha em meu quintal. Agora vou plantar com cuidado e cuidar direitinho para dar bons frutos”, declarou a dona de casa.

Sementes de milho

O agricultor José Roberto Santos do Nascimento se cadastrou no programa ‘Sementes do Futuro’ e foi até o estande da Agricultura receber as sementes de milho doadas pelo Governo do Estado, em parceria com o Governo Federal. “Agora vou distribuir com os demais agricultores do assentamento, que reúne cerca de 50 famílias, e cada um fica com um pouco para adiantar o plantio do milho. É uma ajuda que chegou em boa hora”, comemorou.

Em São Cristóvão, 25 famílias foram beneficiadas com 10 quilos de sementes de milho cada, para ajudar no plantio. Esse é o caso da agricultora Rosilene dos Santos, que mora no povoado Cabrita, onde planta milho, legumes e verduras para sua subsistência. “Foi muito boa essa ajuda do Governo, de doar as sementes para nós, agricultores. Se não fosse isso, a gente precisaria ter o dinheiro para comprar”, disse a trabalhadora rural, que conta com a ajuda dos quatro filhos no trabalho na roça.

Ações da Coderse

No ‘Sergipe é aqui’ em São Cristóvão, também houve a participação da Coderse, que atendeu demandas de infraestrutura hídrica em comunidades rurais, com perfuração, instalação e manutenção de poços e seus sistemas de abastecimento. Ao longo da história da companhia, foram perfurados quase 80 poços somente no município.

Em 2024, as equipes da Coderse executaram serviços de instalação de bomba submersa, caixa de comando de força, fiação e tubulação para colocar em funcionamento um poço no Assentamento Moacir Wanderley, beneficiando 24 famílias. No povoado Nova Descoberta, outras seis famílias foram beneficiadas com bombeamento para a limpeza de poço no mesmo ano. No período, foram investidos R$ 15 mil, com recursos do Governo do Estado, em São Cristóvão.

Outra ação da Coderse no ‘Sergipe é Aqui’ foi apresentar à população o trabalho que o Governo do Estado realiza na manutenção e ampliação do Programa Água Doce. Isso foi feito com a exposição de uma maquete de uma unidade de produção de água dessalinizada. Sergipe conta com 32 sistemas de abastecimento como o demonstrado, em operação em nove municípios do semiárido. Três deles foram construídos pela companhia estadual em 2025.

Dia da Mulher na Ceasa Aracaju teve atendimentos em saúde e atenção social a clientes e trabalhadoras

Coderse administra o espaço público do Governo do Estado e promove o abastecimento em Sergipe com atendimento a permissionários, trabalhadores e clientes

As servidoras da Coderse, administradora da Ceasa Aracaju, compareceram ao dia especial dedicados à elas // Foto: Fernando Augusto (Ascom Coderse)

Na Central de Abastecimento de Sergipe (Ceasa Aracaju), o Dia Internacional da Mulher foi celebrado na última segunda-feira, 9, com a 1ª edição do evento ‘Mulheres que Movimentam a Ceasa’. A Companhia de Desenvolvimento Regional de Sergipe (Coderse) e parceiros ofereceram às clientes e trabalhadoras uma manhã de atendimentos e orientações em saúde e ações de enfrentamento à violência de gênero.

A programação contou com a presença do Ônibus Lilás e do projeto ‘Visão Para Todos’, além de recreação infantil, aplicação de vacinas e o Circuito Saúde e Bem-Estar do Serviço Social da Indústria (Sesi Sergipe).

A secretária de Estado de Políticas para as Mulheres, Georlize Teles, destacou que é por meio de atividades como as realizadas na Ceasa Aracaju que a discussão sobre políticas públicas para as mulheres chega à sociedade. “A gente só enfrenta a violência contra a mulher a partir desse letramento, das informações levadas ao povo. É trazer isso para as mulheres que movimentam esse espaço, sejam as permissionárias, as clientes ou as mulheres do entorno. Estamos abordando e dialogando com todas, e também com os homens”, afirmou. A secretaria é responsável pelo Ônibus Lilás, que leva serviços, informações e ações de combate à violência de gênero para todo o território sergipano.

Ivanete Francisca Menezes de Oliveira comercializa frutas na Ceasa Aracaju há 50 anos e agradeceu a oportunidade de participar dos atendimentos do evento ‘Mulheres que Movimentam a Ceasa’, destacando que muitas vezes não consegue cuidar da própria saúde por causa da rotina de trabalho. “O movimento está ótimo, movimentando a Ceasa. E esse movimento é maravilhoso, que venha mais, porque aqui precisa. A gente não tem tempo para ir ao médico. E hoje temos atendimento com médico oftalmologista. Está beleza, ótimo”, afirmou.

Vinculada à Secretaria de Estado da Agricultura, Desenvolvimento Agrário e da Pesca de Sergipe (Seagri), a Coderse administra a Ceasa Aracaju. A diretora administrativa e financeira da companhia, Patrícia Moura, avaliou positivamente o resultado do evento e anunciou que já existe planejamento para novas atividades na central de abastecimento. 

“Foi uma forma de demonstrar atenção e cuidado com a mulher, com a sua saúde e com o enfrentamento à violência doméstica. Precisamos trabalhar esse tema de forma constante para que, um dia, esse mal acabe. Também pudemos atender as mulheres que trabalham na Ceasa e na Coderse. É um cuidado com as nossas colaboradoras, que fazem da empresa um lugar melhor”, considerou.

Cliente da Ceasa, a dona de casa Kethylen Alexandra participou da ação e aprovou os serviços oferecidos pelos parceiros da Coderse. “Estou gostando muito do evento, está maravilhoso. Fiz exame de vista e também recebi orientações sobre a violência contra a mulher. Isso é essencial na vida da gente. Ficou muito bom, gostei bastante”, avaliou.

Durante a programação, foram ofertados serviços de orientação sobre o enfrentamento à violência de gênero no Ônibus Lilás, além de espaço kids para acolher crianças que acompanhavam as mães. Também foram aplicadas vacinas contra Covid-19 (adulto), hepatite B, febre amarela, difteria, tétano e tríplice viral, disponibilizadas pela Secretaria Municipal de Saúde.

No Circuito Saúde e Bem-Estar do Sesi, a programação incluiu cálculo do Índice de Massa Corporal (IMC), orientações nutricionais preventivas e acompanhamento de educador físico, além da distribuição de brindes institucionais. O projeto ‘Visão Para Todos’ ofertou exames oftalmológicos gratuitos e a confecção de óculos para as participantes.

Quiabo está entre principais culturas da irrigação pública de Sergipe

Tecnologia fornecida pelo Governo do Estado ao longo do ano de 2025 possibilitou a produção de quase 28 mil toneladas deste vegetal. O quiabeiro irrigado permite colheitas por até oito meses

Entre 2023 e 2025, os cinco perímetros irrigados de vocação agrícola mantidos pelo Governo do Estado consolidaram a produção de quiabo como uma das principais cadeias produtivas de Sergipe. A partir do levantamento dos técnicos agrícolas da Companhia de Desenvolvimento Regional de Sergipe (Coderse), no período, foram colhidas quase 28 mil toneladas do vegetal, cultivadas em 1.569 hectares, gerando mais de R$ 51 milhões em renda para os produtores irrigantes. O quiabo na irrigação pública estadual só perde para a batata-doce (52,7 milhões de toneladas e R$ 102 milhões no triênio).

Conforme a Coderse — vinculada à Secretaria de Estado da Agricultura, Desenvolvimento Agrário e da Pesca (Seagri) — o melhor desempenho dos seus perímetros irrigados no triênio foi registrado em 2025. Somente no último ano, a produção alcançou 10.940 toneladas, em uma área de 559 hectares, com faturamento de R$ 17.598.995,00. Em comparação com 2024 houve aumento de 22% na produção, reforçando a importância da irrigação permanente para garantir regularidade e qualidade ao cultivo.

A maior parte do volume colhido segue concentrada no Perímetro Irrigado Califórnia, em Canindé de São Francisco, alto sertão sergipano. Entre 2023 e 2025, o polo agrícola administrado pela Coderse produziu 22,3 mil toneladas de quiabo, sendo 9 mil toneladas apenas em 2025. A produção é escoada principalmente para Salvador/BA, além de atender o mercado do estado de Alagoas e municípios sergipanos.

Mas também tem quiabo no Perímetro Irrigado Piauí, situado em Lagarto, centro-sul do estado. Lá foram produzidas 538 toneladas no acumulado dos últimos três anos, sendo mais de 178 toneladas em 2025. De acordo com o gerente do perímetro, Gildo Almeida, durante o verão e períodos de estiagem, a produção mantém qualidade elevada graças ao fornecimento regular de água. “Sem boa irrigação, não produzia. Se fosse depender só da chuva do inverno seria até mais difícil por causa do excesso de água no solo”, avalia.

O gerente também ressaltou que o aumento da produção em 2025 está associado ao manejo adequado da cultura e à destinação das safras aos programas de compras institucionais, como o de Aquisição de Alimentos (PAA) da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), além do abastecimento das feiras e mercados locais.

O perímetro Piauí atende agricultores de sete povoados de Lagarto e possibilita diversificação produtiva, incluindo pecuária leiteira e criação de gado de engorda, com a produção de ração e silagem, além de culturas como batata-doce, macaxeira e milho. “Se não fosse a água fornecida pela Coderse, não tinha como produzir tudo isso”, enfatizou.

Para o produtor irrigante do perímetro Piauí, Nielson de Oliveira, o cultivo do quiabo é a principal fonte de renda familiar. Ele informa que a planta começa a produzir entre 60 e 70 dias após o plantio e pode manter colheitas por até oito meses, dependendo das condições do solo e do manejo. “A irrigação aqui é de grande importância. Se não fosse ela, a gente não produzia nada. Mesmo plantando no inverno, o custo seria maior”, afirmou. Segundo o agricultor, a irrigação também reduz despesas com adubação e otimiza o uso de insumos, garantindo maior margem de lucro. Parte da produção é destinada ao  Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e outra ao comércio e feiras do município.

Além dos perímetros Califórnia e Piauí, também produzem quiabo os perímetros irrigados Jacarecica I, em Itabaiana; Jacarecica II, situado entre os municípios de Areia Branca, Malhador e Riachuelo; e no Poção da Ribeira, na divisa entre Areia Branca e Itabaiana. Em cinco dos seis perímetros da Coderse, ou seja, em todos onde a vocação é a agricultura, tem produção de quiabo.

Central de Abastecimento de Sergipe promove evento ‘Mulheres que Movimentam a Ceasa’ em Aracaju

Iniciativa vai oferecer orientações especializadas de combate à violência de gênero, aplicação de vacinas, aulas de zumba, entre outros serviços

Em celebração ao Dia Internacional da Mulher, comemorado no dia 8 de março, a Central de Abastecimento de Sergipe (Ceasa Aracaju) promoverá o evento ‘Mulheres que Movimentam a Ceasa’, na segunda-feira, 9, a partir das 8h. Serão ofertados uma série de serviços e atividades voltadas à comunidade que frequenta e trabalha no local. A iniciativa tem como foco a promoção da saúde, o bem-estar, o autocuidado e ações de enfrentamento à violência de gênero.

A ação é realizada pela Secretaria de Estado da Agricultura, Desenvolvimento Agrário e da Pesca (Seagri), por meio da sua empresa vinculada e administradora da Ceasa, a Companhia de Desenvolvimento Regional de Sergipe (Coderse). A iniciativa conta com apoio do Serviço Social da Indústria (Sesi) de Sergipe, da Secretaria de Estado de Políticas para as Mulheres (SPM), da Secretaria Municipal de Saúde de Aracaju (SMS), da Polícia Militar do Estado de Sergipe, por meio do 14º Batalhão de Polícia Militar (14º BPM), e da empresa Word Park.

O objetivo do ‘Mulheres que Movimentam a Ceasa’ é celebrar o Dia da Mulher dentro da central de abastecimento, reconhecendo a contribuição fundamental das mulheres para o funcionamento da Ceasa Aracaju, principal espaço de distribuição e fornecimento de hortifrutigranjeiros, no atacado e varejo, em Sergipe.

Entre os serviços ofertados, estão orientações especializadas de combate à violência de gênero, realizadas no Ônibus Lilás; espaço kids para acolher crianças acompanhando as mães; aplicação de vacinas contra Covid-19 (adulto), hepatite B, febre amarela, difteria, tétano e tríplice viral; e aulas de zumba voltadas ao público feminino. Além disso, como parte do Circuito Saúde e Bem-Estar do Sesi, a programação também inclui cálculo do Índice de Massa Corporal (IMC), com orientações nutricionais preventivas e acompanhamento de educador físico, além da distribuição de brindes institucionais.

O presidente da Coderse, Paulo Sobral, destacou a importância da ação. “São elas que atendem clientes, conduzem negociações, organizam, zelam, transportam mercadorias e contribuem para tornar o ambiente mais humanizado, acolhendo trabalhadores e consumidores durante as 14 horas de funcionamento diário da central. A ação reforça o compromisso das instituições envolvidas com a valorização feminina, a promoção da saúde e o enfrentamento à violência de gênero’, afirmou.

Governo do Estado distribui 206 toneladas de sementes de milho para agricultores familiares de Sergipe

Distribuição para 20.600 famílias em 67 municípios foi iniciada em fevereiro; nesta quinta-feira, 5, agricultores de Santa Luzia do Itanhy receberam as sementes durante o ‘Sergipe é aqui’

Em continuidade às ações de fortalecimento da agricultura familiar em Sergipe, nesta quinta-feira, 5, um total de 250 agricultores de Santa Luzia do Itanhy recebeu 2.500 kg de sementes de milho do programa Sementes do Futuro, do Governo do Estado. A entrega aos pequenos produtores foi realizada durante a edição do programa ‘Sergipe é aqui’ no município do sul sergipano.

A distribuição de sementes de milho para a safra 2026, iniciada no fim de fevereiro, beneficiará neste ano 20.600 famílias de agricultores, a partir de um investimento de R$ 3,4 milhões. Ao todo, serão 206 toneladas de sementes distribuídas nesta edição do programa, contemplando produtores de 67 municípios.

O programa Sementes do Futuro, que já investiu R$ 10,9 milhões entre 2023 e 2026, se destaca não apenas pelo volume de sementes entregues, mas, também, pela pontualidade e planejamento da ação, fatores essenciais para garantir uma produção bem-sucedida no campo.

A iniciativa integra um conjunto de políticas públicas voltadas ao fortalecimento da agricultura familiar, garantindo acesso a insumos de qualidade e impulsionando a economia local, como destacou o governador Fábio Mitidieri. “O programa Sementes do Futuro é o maior programa de distribuição de sementes do estado. Já estamos realizando a distribuição das sementes de milho e anunciamos, nessa quarta-feira, 4, a distribuição das sementes de arroz para mais 1.400 famílias. O mais importante é que as sementes estão chegando antes do tempo, permitindo que o produtor plante no período certo e tenha uma produção de qualidade”, declarou.

Executado pela Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro), vinculada à Secretaria de Estado da Agricultura, Desenvolvimento Agrário e da Pesca (Seagri), o programa já distribuiu 733 toneladas de sementes de milho desde o ano de 2023. A iniciativa tem contribuído para impulsionar a produção agrícola no estado, que alcançou 1,05 milhão de toneladas de milho em grãos somente na safra de 2025. 

Tempo e cadeia produtiva 

Segundo o secretário de Estado da Agricultura, Zeca Ramos da Silva, o Sementes do Futuro fortalece a cadeia produtiva do milho e garante que os agricultores possam iniciar o plantio no período tradicional da cultura no estado. “A orientação do governador é garantir que essas sementes cheguem em tempo hábil para que o agricultor possa plantar no período tradicional, próximo ao dia de São José, em 19 de março. Assim, ele produz para o consumo da família, para alimentar os animais e, também, para gerar renda, criando um ciclo positivo que movimenta a economia e fortalece a agricultura sergipana”, afirmou.

O diretor de Assistência Técnica, Extensão Rural e Pesquisa da Emdagro, Jean Carlos Nascimento, destacou que a antecipação da entrega das sementes tem ampliado a procura pelo programa entre os agricultores. “Mais de 40 municípios já retiraram as sementes de milho e, aqui em Santa Luzia do Itanhy, cerca de 250 agricultores estão recebendo 10 quilos cada, totalizando 2.500 quilos distribuídos. Um dos grandes marcos desse governo foi mudar o período de entrega. Antes, muitas vezes as sementes chegavam quando a chuva já estava acabando. Agora, elas chegam antes do dia de São José, em 19 de março, que é a data tradicional de plantio, o que permite ao produtor se planejar melhor”, explicou.

Jean também ressaltou que a qualidade das sementes distribuídas contribui diretamente para o aumento da produtividade no campo. “Trabalhamos com variedades selecionadas, como a Potiguar, indicada para o sul e centro-sul do estado, e a Cruzeta, utilizada no alto sertão. Além disso, são sementes com alto poder germinativo, superior a 97%. Isso significa que praticamente todas as sementes plantadas se desenvolvem, garantindo mais produtividade e renda para o agricultor”, pontuou.

Do Povoado Rua da Palha, a agricultora Maria Raimunda Salvador, 62 anos, reforçou que a antecipação da entrega das sementes ajuda no planejamento do plantio e aumenta as chances de uma boa colheita. “Esse milho chegou em uma época muito boa porque, perto do dia de São José, a gente já começa a plantar. Para mim, que sou agricultora, é muito bom receber uma semente de qualidade na hora certa. Assim já posso plantar e colher antes de junho para vender nas feiras e garantir mais renda para a família”, contou.

Também beneficiado pela ação, o agricultor Adilson Pereira Santos, de 47 anos, do Povoado Feirinha, afirmou que o apoio do programa contribui diretamente para o sustento das famílias que vivem da produção rural. “A gente trabalha com milho, laranja, macaxeira, mandioca, feijão, batata e outros legumes. Parte da produção é para o consumo da família e outra parte a gente vende nas feiras. Receber essa semente ajuda muito, porque diminui os custos e aumenta a renda do agricultor”, relatou.

Adilson também afirmou que a entrega antecipada das sementes favorece o planejamento da plantação. “Com a semente chegando antes, na época de chuva, a gente consegue adiantar o plantio e aproveitar melhor o inverno. Isso é muito importante para nós, agricultores. A expectativa é de que seja um ano bom, com uma colheita farta, se Deus quiser”, concluiu.

Terminal Pesqueiro Público de Aracaju é arrematado na Bolsa de Valores de São Paulo

Governo acompanhou o leilão realizado em São Paulo e reunião entre a gestão estadual, empresa vencedora e a Superintendência Federal da Pesca em Sergipe será marcada para tratar do planejamento da revitalização do local

Reunião será marcada entre Governo do Estado, SFA em Sergipe e vencedora do leilão sobre o planejamento de início das atividades / Foto: Ednilson Barbosa/Arquivo

O Governo de Sergipe acompanhou a realização do leilão do Terminal Pesqueiro Público de Aracaju, nesta terça-feira, 3, na Bolsa de Valores de São Paulo. O equipamento, sob gestão do Ministério da Pesca e Aquicultura, é uma das unidades inseridas no processo federal de desestatização. A empresa BPJ Distribuidora LTDA teve sua proposta de concessão aprovada, com o direito de explorar economicamente o terminal por 20 anos, com previsão de investimentos para a modernização e entrada em operação das instalações.  

O ministro da Pesca e Aquicultura, André de Paula, destacou que a efetividade do leilão representa uma conquista importante para o setor pesqueiro sergipano. “É uma virada de página, mais um compromisso assumido e realizado”, ressaltou. André de Paula destacou também o papel importante do governador Fábio Mitidieri para que o terminal finalmente comece a operar. “O governador estava inquieto e sempre colocou uma pressão grande para que esse terminal estivesse funcionando”, acrescentou.

De acordo com o secretário de Estado da Agricultura, Zeca Ramos da Silva, a presença do governo reafirma o compromisso conjunto entre o Governo do Estado de Sergipe e o Governo Federal para com o desenvolvimento e a valorização da pesca sergipana. “O leilão representa a etapa estratégica do processo de modernização da infraestrutura pesqueira e terá impacto direto no fortalecimento da cadeia produtiva do pescado, na geração de emprego e renda e no desenvolvimento econômico do estado de Sergipe, especialmente no município de Aracaju”, pontuou Zeca da Silva.

O secretário da Agricultura disse ainda que o próximo passo é marcar uma reunião com a empresa vencedora da licitação e a participação do superintendente Federal da Pesca em Sergipe, Evento Siqueira, para entender como se dará o planejamento da revitalização do local.

Além do ministro André de Paula e do secretário da Agricultura e Pesca de Sergipe, Zeca da Silva, participaram também o coordenador-geral de Infraestrutura e Fomento do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) e Presidente da Comissão Especial de Licitação dos Terminais Pesqueiros, Clecius Nerby, o coordenador no MPA e membro da comissão, Adauto Almeida, o secretário-executivo do MPA, Edipo Araujo, e o superintendente Federal da Pesca em Sergipe, Everton Siqueira.

Histórico

Em 2015, o Governo de Sergipe iniciou a construção do Terminal Pesqueiro Público de Aracaju. No entanto, a obra enfrentou interrupções devido a atrasos nos repasses de recursos do Governo Federal. Em 2020, a Secretaria de Aquicultura e Pesca do Ministério da Agricultura anunciou a inclusão da finalização do terminal no Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), mas os recursos para a compra dos equipamentos foram contingenciados e não chegaram ao estado.

Em 2022, ao término do convênio, o terminal foi devolvido ao Governo Federal, que assumiu a responsabilidade sobre a obra, pois estava localizada em terreno da União. Com a recriação do Ministério da Pesca em 2023, o processo de finalização das obras foi retomado e incluído novamente no PPI. O Tribunal de Contas da União autorizou a desestatização dos terminais de pesca, incluindo o de Aracaju, e o Ministério da Pesca, representado pela Superintendência Federal da Pesca em Sergipe, esteve conduzindo o processo.

Diante da demora no processo de desestatização do Terminal Pesqueiro de Aracaju, sem que os leilões tivessem vencedor, o governador Fábio Mitidieri, em uma das reuniões realizadas em Brasília para tratar do caso, chegou a propor que o Governo de Sergipe assumisse a estrutura, depois de ela ser equipada pelo Ministério.

Governo

Última atualização: 6 de março de 2026 09:09.

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