Publicado: 11 de março de 2016, 15:03

Crédito Fundiário transforma agricultores em produtores de polpa direcionando a comercialização


O trajeto para integrar o projeto, promover o plantio de frutícolas e aproveitar o que já existente, foi árduo, exigiu um trabalho concentrado em objetivos para viabilizar a vida da família, que decidiu investir no beneficiamento das frutas, transformando-as em polpa. Eram frutas nativas e outras tantas introduzidas numa faina diária que começava às 4h30 e só era concluída quando o cansaço mostrava que já era hora de se recolher e dormir, pois tudo teria recomeço no dia seguinte. “É um trabalho duro, difícil, uma luta diária par vencer cada etapa do que desejamos realizar, pois não se pode apenas comemorar a terra adquirida pois é preciso muito trabalho para produzir e pagar o financiamento do crédito fundiário”

O casal Célia Regina e José Roberto Santos integra o contingente das 2.088 famílias de agricultores beneficiados pelo Governo de Sergipe através do Programa Nacional de Crédito Fundiário. O casal adquiriu 14,54 hectares de terra na Fazenda Samambaia que detém 118,10 hectares, divididos entre oito famílias, na zona rural do município de Santo Amaro das Brotas, Sergipe.

O trajeto para integrar o projeto, promover o plantio de frutícolas e aproveitar o que já existente, foi árduo, exigiu um trabalho concentrado em objetivos para viabilizar a vida da família, que decidiu investir no beneficiamento das frutas, transformando-as em polpa. Eram frutas nativas e outras tantas introduzidas numa faina diária que começava às 4h30 e só era concluída quando o cansaço mostrava que já era hora de se recolher e dormir, pois tudo teria recomeço no dia seguinte. “É um trabalho duro, difícil, uma luta diária par vencer cada etapa do que desejamos realizar, pois não se pode apenas comemorar a terra adquirida pois é preciso muito trabalho para produzir e pagar o financiamento do crédito fundiário”

José Roberto Santos disse com muito orgulho do trabalho que executa com a esposa Célia Regina, que a disposição para vencer é grande, mas passar de agricultor a produtor rural e a beneficiador de frutas, requer sacrifício, muito sacrifício e confiança no próprio trabalho, pois não é possível contar apenas com as frutas que se colhe no próprio lote, razão porque hoje adquirimos de outros agricultores do próprio grupo, como também do pessoal do MST que tem assentamento próximo. Esse trabalho é diário, pois as polpas têm de ser de frutas variadas e produzidas com todo cuidado, higiene, sem conservantes, e as fruteiras não recebem agrotóxicos e nem fertilizantes químicos, pois o intuito da família é a produção agroecológica, visando, de acordo com o casal, fazer chegar ao público consumidor, um produto saudável.

DEUS AJUDA A QUEM CEDO MADRUGA

Célia Regina e José Roberto Santos, a partir das 4h30 já se encontra na labuta diária, cuidando da terra, conferindo os animais que cria: galinhas, perus, porcos e, sobretudo, observando as árvores frutíferas, uma vez que a base produtiva da propriedade é o fabrico de polpas de frutas como: maracujá, acerola, manga, mamão, cajá, umbú, siriguela, abacaxi, caju, mangaba, sem o uso conservantes, utilizando a agroecologia. Durante todo o dia o casal se concentra no processo produtivo, pois já conseguiu com grande esforço construir um pequeno mercado consumidor a partir dos primeiros contatos quando se dispuseram ao trabalho nesse segmento, com o crescimento da freguesia acontecendo pelo processo do contato de pessoas que começaram a utilizar a polpa de frutas produzidas por agricultores familiares e repassam informações a outras tantas pessoas com o testemunho do uso para diversas finalidades. Esse mercado consumidor envolve a própria sede municipal onde a propriedade se encontra, além da praia do jatobá, ganhando ramificações na propaganda boca-a-boca, chegando a Maruim assim como a Aracaju, onde o produto é entregue às terças e sextas-feiras.

AQUISIÇÃO SE AMPLIA

O casal informou que a produção de frutas na propriedade já vem se mostrando pequena, em função da demanda, que tende a se ampliar. Em razão disso, já passou a adquirir frutas de agricultores familiares do próprio assentamento em que vive, assim como de vizinhos de outras propriedades do Crédito Fundiário, assim como de integrantes de assentamentos do MST existentes nas redondezas da sua propriedade, num processo de agregação produtiva. Segundo José Roberto, no seu lote ele já promoveu o plantio de várias frutíferas, priorizando aquelas que já são mais do agrado dos compradores, visando fortalecer a própria estrutura familiar, preparando-se para atender novos mercados que surjam e que estão mostrando pela procura que tudo deverá crescer.

EQUIPAMENTOS RUDIMENTARES

Célia Regina enquanto preparava um suco de maracujá com polpas congeladas, além de mostrar que o trabalho é difícil, chamou a atenção para a forma rudimentar com que luta diariamente para produção. “Se a gente tivesse equipamentos modernos que ajudassem a fazer o nosso trabalho mais rápido, em menos tempo e produzindo em maior quantidade, seria muito bom, pois juntava o esforço que a gente faz de forma mais prática, o que daria mais tempo para procurar freguesia em muitos municípios, pois teria certeza da entrega ao gosto e na quantidade do desejo do freguês, o que aumentaria a renda e seria possível aumentar a área plantada, como também adquirir frutas de outros agricultores familiares. Ela citou a falta de uma despolpadeira, que “seria importante para o fabrico da polpa, ampliando o número de frutas, já que Sergipe tem muita fruta no campo e o desperdício acontece em muitos lugares que a gente passa e ver, e seria possível adquirir o que está sendo desperdiçado, melhorando a produção da família e também ajudando com essa compra a quem não beneficia as frutas, pois a gente tem condições de transformar em polpa, pois esse é o trabalho da gente”, concluiu.


Atualizado: 11 de março de 2016, 15:03
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