Publicado: 15 de abril de 2016, 14:07

Governo e movimentos sociais debatem Assistência Técnica e Extensão Rural


A etapa estadual faz parte da 2ª Conferência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural na Agricultura Familiar e na Reforma Agrária (2ª CNATER), prevista para ocorrer entre 31 de maio a 3 de junho de 2016, em Brasília, reunindo mil pessoas de todo Brasil.

O estado de Sergipe realiza a II Conferência Estadual de Assistência Técnica e Extensão Rural na Agricultura Familiar e na Reforma Agrária (2ª CEATER). O evento teve inicio na manhã da quinta-feira, 14, na sede da Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro) tendo continuidade durante o período da tarde e toda a sexta-feira,15, no hotel Real Classic, tendo como temário”: Ater, Agroecologia e Desenvolvimento Sustentável”.

O objetivo da Conferência, segundo os organizadores, é estabelecer estratégias e ações prioritárias para promover a universalização da assistência técnica e extensão rural pública e de qualidade aos agricultores familiares de Sergipe e, assim, ampliar a produção de alimentos saudáveis para todos.

O evento reúne mais de 200 participantes, envolvendo, entre eles diversos segmentos sociais e institucionais de representação dos agricultores familiares, organizações não governamentais, empresas de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER), universidades, além do poder público municipal, estadual e federal em Sergipe.

A etapa estadual faz parte da 2ª Conferência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural na Agricultura Familiar e na Reforma Agrária (2ª CNATER), prevista para ocorrer entre 31 de maio a 3 de junho de 2016, em Brasília, reunindo mil pessoas de todo Brasil para discutir políticas rurais de assistência técnica. Em Sergipe já foram realizadas seis Conferências territoriais que envolveram a participação de 575 pessoas representantes de todos os municípios, onde foram eleitos 176 delegados que agora participam da etapa estadual.

A 2ª CEATER indica novos delegados e encaminha propostas para a etapa nacional. Os participantes discutem a partir das 119 sugestões sistematizadas nas conferências territoriais.

As propostas surgem das discussões dos três eixos temáticos e três eixos transversais. Os eixos temáticos foram; Sistema Nacional de Ater – Fortalecimento institucional, Estruturação, Gestão, Financiamento e Participação Social; Ater, e políticas públicas para a agricultura familiar; e, Formação e construção de conhecimento na Ater. Já os eixos transversais são: Mulheres Rurais; Juventude Rural; Povos e comunidades tradicionais.

A Conferência é uma realização do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) em Parceria com o Governo Estadual, por meio da Secretaria de Estado da Agricultura, Desenvolvimento Agrário e da Pesca. Para realizar o evento em Sergipe, formou-se uma comissão com representantes da delegacia do MDA no estado, dirigida por Cássio Murilo, e representantes do Conselho Estadual de Desenvolvimento Rural Sustentável, coordenado pelo secretário da Agricultura Esmeraldo Leal.

Na fala de abertura o secretário destacou a importância da participação dos movimentos para o fortalecimento da assistência técnica. “Eu vibro com esse momento, com a construção desse espaço coletivo de debate, por que acredito que para termos uma Ater forte é precisamos ter camponeses organizados e movimentos atuantes e fortes.Trago aqui, também, o abraço do governador Jackson Barreto e do vice-governador Belivaldo Chagas, que não mediram esforços para criar as condições de realização deste evento”, disse Leal.

O delegado federal do MDA, Cássio Murilo chamou a atenção para se criar um estado de discussão permanente sobre o modelo de desenvolvimento no campo. “Penso que temos um desafio para essa 2ª Conferência que é de discutir permanentemente a necessidade de uma Ater que incorpore a agroecologia, que discuta o modelo de desenvolvimento”. Segundo Cássio, em 2015, Sergipe produziu 70 mil toneladas de alimentos com agrotóxico. Não podemos mudar essa realidade da noite para o dia, mas precisamos começar a mudar. Isso passa pelo modelo de desenvolvimento que queremos”, enfatizou.

A conferência conta também com momentos de congraçamento e manifestações culturais, como aconteceu na abertura da Conferência Estadual com a apresentação do grupo de teatro Raízes do Nordestinas com apresentação educativa alertando para o uso de agrotóxicos.


Atualizado: 15 de abril de 2016, 14:07
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