Publicado: 16 de agosto de 2021, 13:00

Instituições discutem perspectivas de exportação da produção sergipana de milho


Instituições discutem perspectivas de exportação da produção sergipana de milho

Após a conclusão da primeira grande exportação de milho saindo do Terminal Marítimo Inácio Barbosa (TMIB), na Barra dos Coqueiros, a Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri) intermediou reunião entre a VLI Logística, empresa que administra o porto, a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Sergipe (Faese) e a Superintendência Federal da Agricultura em Sergipe (SFA/MAPA), na última quarta-feira (11). Realizado virtualmente, o encontro serviu para a discussão de oportunidades de escoamento da produção sergipana de grãos por meio do Porto de Sergipe; e terminou com a definição do próximo passo, que seria viabilizar reunião, ainda neste mês de agosto, entre produtores mobilizados pela FAESE e as tradings interessadas na operação comercial do milho produzido em Sergipe para o mercado externo, de olho no escoamento da Safra 2021.

O secretário de Estado da Agricultura, André Bomfim, afirmou que o Terminal Marítimo de Sergipe deu uma grande demonstração de que está na rota da exportação internacional de grãos. “Acompanhei a segunda etapa dessa exportação inédita de 30 mil toneladas de milho vindas do oeste baiano para o mercado norte-americano, via terminal marítimo sergipano. Só este ano, o TMIB viabilizou o escoamento de 90 mil toneladas de farelo de soja e 60 mil toneladas de milho em grãos para o exterior, numa demonstração clara de que nosso porto especializou-se neste tipo de embarque, colocando Sergipe na rota internacional de grãos e derivados. Se é bom para os produtores do oeste baiano, cujo carregamento percorreu 700 km até aqui, melhor ainda para os produtores sergipanos”, analisou André.

Para o presidente da FAESE, Ivan Sobral, trata-se de mais uma possibilidade para os produtores de Sergipe, que hoje vendem 85% da produção para outros estados do Nordeste, ficando apenas 15% no mercado interno, conforme levantamento feito em 2019. “Vamos trazer novas possibilidades com essa exportação via Porto de Sergipe, então é um novo horizonte que se abre, trazendo aí uma competitividade maior com esse preço que é pago hoje pelo Nordeste como todo, mas especialmente pelas vias de Pernambuco, que é o grande destino da nossa produção”, afirmou Sobral, que também destacou o aumento da área plantada em Sergipe, segundo dados do Banco Central: 111.584 hectares em 2020 e 131.495 ha em 2021 – um aumento de 20 mil ha e, basicamente, 700 operações a mais [3.237 operações em 2020, e 3.933 em 2021]. “Dá pra perceber que a gente aumentou a área plantada, aumentamos o número de pessoas que ingressaram este ano, e também o volume de crédito utilizado: R$ 400 milhões este ano, em comparação a R$ 259 milhões no ano passado. Apesar de termos tido o início do plantio com estiagem, comprometendo parte da nossa produção, teremos resultados positivos este ano para a produção de milho”, considerou.

O superintendente federal da Agricultura em Sergipe, Haroldo Araújo, representante do MAPA, avaliou positivamente a articulação com a SEAGRI, FAESE e VLI. “É importante porque trata da exportação de milho pelo porto de Sergipe, cria uma nova perspectiva de comércio de venda da produção de milho do Estado de Sergipe. Associando essa abertura da operação com o interesse do Estado de fomentar negociações futuras para exportação de milho, a sugestão de reunião com os produtores, capitaneados pela Federação de Agricultura e em contato com a Câmara Internacional da Fecomércio, será importante exatamente para fomentar, para ver se conseguimos tradings interessadas em comprar o nosso milho. Sabemos que o milho de Sergipe tem um mercado muito bom, mas abrir uma nova possibilidade de mercado é importante para os produtores”, destaca.

Da VLI, empresa que administra o Terminal Marítimo Inácio Barbosa (TMIB), participaram o analista Elias Azevedo e o gerente Comercial Ítalo dos Santos Leão. De acordo como os representantes, além do escoamento de produtos, como cimento, minério, cobre e fertilizantes, o TMIB se firma agora como rota também para o agro. “Estamos preparados para atender a crescente demanda de produtores. O Estado tem uma grande produção de grãos e, fazendo esse carregamento, a gente cria uma janela de exportação que dá visibilidade para os produtores de Sergipe”, garante o gerente Comercial da VLI. Eles colocaram o espaço da empresa à disposição para visita e levantarão as tradings interessadas nas operações comerciais em Sergipe.


Atualizado: 16 de agosto de 2021, 13:00
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