Pesquisas nas áreas de carcinicultura e bovinocultura destacam aspectos sustentáveis

Resultado de editais de pesquisa da Fapitec foram apresentados durante reunião na Seagri

Pesquisadores da Universidade Federal de Sergipe e do Instituto de Tecnologia e Pesquisas da Universidade Tiradentes estiveram reunidos na última terça, dia 09, com o secretário de Estado da Agricultura (Seagri), Zeca da Silva, para apresentarem o resultado de estudos em duas áreas estratégicas para o Estado. As pesquisas realizadas por meio de edital, lançado em 2018, pela Fundação de Apoio à Pesquisa e à Inovação Tecnológica do Estado de Sergipe (Fapitec), tratam sobre a sustentabilidade da bovinocultura leiteira no alto sertão sergipano e sobre a sustentabilidade da carcinicultura no baixo São Francisco. Também participaram da reunião os diretores da Fapitec, Ronaldo Guimarães (presidente) e Alex Garcez (diretor Financeiro); o secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia, José Augusto de Carvalho e o chefe da Assessoria de Planejamento da Seagri, Arlindo Nery.

Conforme um dos resultados apresentados, será possível produzir um novo fertilizante para uso nas lavouras agrícolas, a partir dos resíduos coletados nos tanques de criação de camarão em cativeiro (carcinicultura). “Observamos que esse é um material extremamente rico em componentes que podem ser utilizados como nutrientes. O resultado da pesquisa demonstrou a viabilidade do reaproveitamento dos resíduos da carcinicultura para a melhoria da fertilidade do solo e crescimento das plantas É um resíduo que seria descartado e pode virar adubo para utilização na agricultura, em forma de fertilizantes de liberação lenta”, destacou a professora da UFS e coordenadora da pesquisa, Luciane Pimenta.

Para o diretor-presidente da Fapitec, Ronaldo Guimarães, foi importante fazer essa interlocução entre os pesquisadores que detém essas tecnologias nas áreas pesquisadas e a Secretaria de Agricultura, a fim de que o resultado desses estudos sejam amplamente disseminados e cheguem até o pequeno produtor. “Os dois estudos fazem parte de um edital lançado pela Fapitec em 2018 e representam um volume de recursos de mais de R$ 500 mil, oriundos do tesouro do Estado, com propostas apresentadas para a área da carcinicultura e também para a bovinocultura, essa última que teve entre os estudos apresentados, o desenvolvimento de queijos com baixo teor de lactose”, observou Ronaldo ao explicar que ao total foram apoiados seis projetos, sendo três em cada área, da carcinicultura e bovinocultura.

O secretário Zeca da Silva agradeceu a presença dos pesquisadores pelos esclarecimentos sobre as pesquisas realizadas e pela grande importância que o resultado delas terá para essas duas áreas estratégicas no setor agropecuário. “São estudos que representam contribuições muito importantes, porque além de fazer a análise do impacto de duas cadeias produtivas que têm grande relevância socioeconômica para Sergipe, também apresentam sugestões de aperfeiçoamento e de manejo sustentável para o desenvolvimento destas atividades”, enfatizou.

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Última atualização: 17 de agosto de 2022 10:38.

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