Publicado: 3 de dezembro de 2021, 08:36

Produtores de queijos artesanais recebem apoio e incentivo do Estado para regularização


A regularização organiza e fortalece a economia local, beneficiando produtor e consumidor, ao manter um padrão de qualidade

“Os queijos de Minas podem até levar a fama, mas são os queijos sergipanos que realmente têm sabor”. Foi com essa assertiva que o secretário de Agricultura, do Desenvolvimento Agrário e da Pesca, Zeca da Silva, foi recebido pelos produtores de queijos do Alto Sertão sergipano, na primeira de uma série de visitas às queijarias artesanais, iniciada nesta primeira semana de dezembro. 

Ao lado da prefeita do município de Glória, Luana de Oliveira Silva Cacho, o secretário conheceu as instalações das queijarias, acompanhou o processo de produção e pôde ouvir de perto as experiências e necessidades dos produtores locais, como Joseane da Costa, da Fazenda Nova. 

Ao lado do marido, Joseane produz cerca de 700 quilos de queijo por semana, na fazenda que pertencia ao seu pai. Sua produção variada, que vai do tradicional coalho ao requeijão, inclui opções exclusivas como queijo com orégano, vinho e até umbu. Assim como muitos produtores da região, ela já possui a logística de produção em linha e um produto de alta qualidade que, ao que diz, “não se compara aos queijos de Minas”, algo que comprovou após uma visita recente às fazendas de Minas Gerais. “Nossa realidade em Sergipe é muito melhor. Temos mais estrutura, e estamos avançados na produção e as propriedades dos nossos queijos são melhores”.

Diferente da realidade mineira, os pequenos produtores sergipanos não possuem o selo SISBI – Sistema Brasileiro de Inspeção-, que permite a inserção dos produtores no mercado formal, para que possam comercializar seus produtos em todo Brasil. Dessa forma, com o intuito de investir e estimular a produção local, o secretário destacou, durante a sua visita, que o governo do Estado está apoiando os pequenos produtores a se organizarem com estrutura, e a se regularizarem através da obtenção do selo. “Estamos aqui para criar um plano de trabalho que regularize a produção, dê assistência e acompanhamento ao produtor”, explicou o secretário da Agricultura.

A regularização organiza e fortalece a economia local, beneficiando produtor e consumidor, ao manter um padrão de qualidade. Para Joseane, o apoio do governo aos produtores trará grandes benefícios. “Com a regularização podemos nos organizar, vender fora do Estado; é o que preciso para expandir o meu produto”. 

Com toda estrutura montada e padronizada para a produção dos queijos, a produtora Regina Cardoso, da Laticínio Quero Mais,  já “está com quase tudo”, restando-lhe somente o registro da Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro) para obter o selo de inspeção. Segundo Cardoso, que atualmente mantém a produção de queijos coalhos e pré-cozidos sob encomenda, os produtores sergipanos têm a melhor estrutura e o melhor queijo. Com a regularização e apoio aos produtores locais, ela espera, além dos benefícios, uma difusão da cultura do queijo que ainda é incipiente na região. “O nosso queijo coalho é o melhor do mundo, e tem seu valor. Além disso, temos toda a estrutura que muitas fazendas de Minas não têm. Com o selo, a gente pode investir na cultura do queijo como eles fazem em Minas”, conclui a produtora.

Entre uma visita e outra, o secretário Zeca fortaleceu a parceria com esses produtores, reiterando o objetivo de criar um plano de ação que visa incentivar a regularização, criando melhores condições para os produtores. “A secretaria vai ter um núcleo especializado para trabalhar com todos os produtores de queijo para atender as necessidades de cada um”, explicou.  Para a prefeita de Glória, a visita do secretário foi bastante produtiva. “Fico muito feliz de poder receber o apoio e estrutura do Estado, o que só vem beneficiar o nosso município”. 

A regularização dos produtores de queijo do Estado será feita através de um trabalho efetivo de assistência e apoio. “Vamos dar as mãos aos produtores”, disse Zeca. E se nos utilizarmos da ideia de que uma mão ajuda, outra, esse trabalho tende a se expandir. “Comprei essa fazenda, que era propriedade do meu pai, com a condição de passar o trabalho para outras gerações. Queremos crescer na região e juntos nos tornamos mais fortes”, completa Joseane.


Atualizado: 3 de dezembro de 2021, 08:48
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