Publicado: 2 de março de 2020, 13:51

Programa de melhoramento genético incrementa rebanho leiteiro do semiárido sergipano


Relatório divulgado pela Seagri e Emdagro aponta resultados positivos da Inseminação Artificial em Tempo Fixo

Um relatório elaborado a partir da análise do programa de Melhoramento Genético por Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF) realizado em 2019 revela dados positivos para a produção de leite em Sergipe. De acordo com a Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri), dados fornecidos pela Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro) apontam que o Programa trouxe, como resultado, a disponibilidade de mais 532 bezerros nascidos de animais com avaliação genética e alta lactação, que devem surtir efeitos positivos na bacia leiteira do Alto Sertão.

Segundo o secretário de estado da Agricultura, André Bomfim, o Programa foi realizado em parceria com o Banco do Estado de Sergipe (Banese), e execução direta da Emdagro. “Esta é uma ação do Governo de Sergipe, visando disponibilizar para o pequeno produtor essa ferramenta reprodutiva, que é a Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF), para aumentar o desempenho na produção de leite do Semiárido sergipano. Ela se soma a outros programas já desenvolvidos pelo governo estadual, como a distribuição de sementes de milho e palma forrageira, para auxiliar o pequeno produtor rural na alimentação dos seus rebanhos e no incremento da produção leiteira”, explicou.

Os dados levantados pela Emdagro indicam que, em 2019, o projeto de IATF foi executado com sucesso, superando a meta, que era de inseminar 975 animais. A ação proporcionou a inseminação de 1.215 vacas de pequenos produtores de leite na região semiárida. Obteve-se um índice de prenhez de 43,8% (nas condições reinantes vai de 30 a 50%). “Este é um valor considerado muito bom, considerando que os muitos pequenos produtores ainda não têm o controle zootécnico eficiente – faltam anotações de dados zootécnicos, em especial, os reprodutivos e sanitários. E eles nem sempre dispõem de alimentação suficiente e adequada. Valores acima destes só são obtidos em condições ideais de criação”, avaliou a coordenadora de Assistência Técnica da Emdagro, Izildinha Aparecida de Carvalho Dantas.

Na última fase do projeto, o município de Poço Redondo foi o que teve maior número de animais inseminados (136). O produtor José Ronaldo de Souza (conhecido como Teo), do povoado Serra da Guia, disse estar “satisfeito e esperançoso de melhorar ainda mais a produção de leite”. O criador Sando, filho de Zefa da Guia, acrescentou que, além da inseminação, a comunidade foi beneficiada com o tanque de resfriamento de leite e com 8 toneladas de palma forrageira. “Com toda essa ajuda, estamos agregando valor à nossa principal fonte de renda, que é a produção de leite”, afirmou.

Ampliação e continuidade
O convênio entre a Seagri e o Banese foi iniciado em 2018, quando foram investidos R$ 70 mil na execução do programa em quatro municípios (Nossa Senhora da Glória, Monte Alegre, Poço Redondo e Canindé do São Francisco), nos quais 50 produtores foram beneficiados com a inseminação de 475 animais. Daquele ano, o programa resultou no nascimento de 162 bezerros, provenientes das vacas leiteiras inseminadas com sêmen de animais de alta linhagem das raças Holandesas, Girolando e Gir Leiteiro. Já em 2019, a ação foi ampliada e o Banese disponibilizou R$ 155 mil para a inseminação de animais de 276 criadores de 12 municípios. Segundo o secretário André Bomfim, em 2020, a Seagri pretende continuar levando essa tecnologia a mais produtores.


Atualizado: 2 de março de 2020, 13:51
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