Publicado: 26 de maio de 2021, 11:59

Seagri estima instalação de novos dessalinizadores em comunidades rurais até dezembro 2021


Cerca de R$ 2.5 milhões serão investidos pelo Programa Água Doce na manutenção, apoio à gestão e instalação de mais cinco sistemas

Várias comunidades com a água subterrânea salobra vêm recebendo sistema dessalinizador, que purifica e garante água potável para consumo humano e para o setor produtivo, no interior sergipano. Segundo a Secretaria de Estado da Agricultura, Desenvolvimento Agrário e da Pesca (SEAGRI), já foram instalados 29 sistemas de dessalinização em nove municípios de Sergipe, por meio do Programa Água Doce, realizado pelo Governo do Estado em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR). Na última quarta-feira, 19, o secretário de Estado da Agricultura, André Bomfim, fez visita a seis comunidades atendidas pelo programa: Craibeiro e Umburaninha, em Porto da Folha; povoado Areias, em Poço Redondo; Acampamento Caiçara e Assentamentos 12 de Março e Mandacaru 1, em Canindé de São Francisco.

Além desses municípios, também receberam sistemas de dessalinização comunidades de Monte Alegre, Carira, Nossa Senhora da Glória, Tobias Barreto, Simão Dias e Poço Verde. Em todos eles, atuação do programa é priorizada nas comunidades rurais dispersas, que não têm acesso à água fornecida pelo sistema de adutoras, como estratégia de reduzir as vulnerabilidades da população. Segundo o secretário André Bomfim, o Programa Água Doce tem previsão de encerramento em dezembro deste ano, mas com boas perspectivas de instalar novos sistemas.

“Para 2021, temos R$ 2.5 milhões a serem utilizados na manutenção, apoio a gestão e instalação de mais cinco sistemas, contando com a importante assistência técnica de nossas empresas vinculadas, Cohidro e Emdagro, na implementação do Programa. Estamos ainda em tratativas com o Ministério do Desenvolvimento Regional, no sentido de buscar uma continuidade, para além de 2021. O programa tem importante valor social, principalmente neste período de pandemia, em que o acesso à água é necessidade primordial para a população. Precisamos sensibilizar o governo Federal para que não haja interrupção”, defendeu André Bomfim.

O processo de dessalinização que vem sendo adotado nas comunidades se utiliza da água subterrânea bombeada de poços artesianos e armazenada em uma caixa d’água, que é interligada ao dessalinizador. Durante o processo, o aparelho retira a salinidade da água, transformando-a em água doce e concentrando os resíduos retirados em outro recipiente. Segundo o coordenador Estadual do Programa Água Doce (PAD), Marcos Cézar, são distribuídos, diariamente, cerca de 17 mil litros de água potável, atendendo 33 comunidades. “Hoje, o programa atende não só as comunidades, como também postos de saúde e escolas do seu entorno, permitindo acesso à água de forma contínua e diária, dentro dos padrões exigidos pelo Ministério da Saúde”, destacou.

A agricultora Ana Maria de Oliveira Souza Santos, do povoado Cacimba Nova, município de Poço Verde, destaca a importância da implantação do dessalinizador. “Antes, nossa comunidade era abastecida por carro pipa. Nós não tínhamos garantia nenhuma de qualidade dessa água, nem de quantidade suficiente. Após a implantação do projeto Água Doce na nossa comunidade, tudo isso mudou. Hoje temos a garantia de que temos água de qualidade para consumo humano todos os dias”, diz a moradora. Nas comunidades com dessalinizadores, os moradores organizam o controle da distribuição da água uma vez por dia, com quantidade estabelecida para cada família.

Durante o 6º Encontro Estadual do Programa Água Doce, realizado de modo virtual, com a participação de todas as comunidades beneficiadas e instituições parceiras, foi discutido que o grande desafio é a necessidade de gestão compartilhada, para continuidade de funcionamento dos sistemas de dessalinização. Pela experiência do programa no estado, várias prefeituras e voluntários das comunidades têm contribuído para manutenção e funcionamento, após a instalação dos dessalinizadores, como acontece na comunidade de Ana Maria, Cacimba Nova.


Atualizado: 26 de maio de 2021, 11:59
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