Publicado: 4 de outubro de 2019, 15:11

Técnico do governo da Paraíba visita grupos de produção agroecológica em Umbaúba e Santa Luzia


“Fiquei encantado com a criatividade e disposição do grupo de Mulheres de Umbaúba e dos Assentados de Santa Luzia”, disse o técnico da Paraíba.

O assessor técnico da secretaria da Agricultura Familiar da Paraíba, Geovanni Medeiros Costa, visitou os grupos de produção agroecológica de base familiar do município de Umbaúba, formado por mulheres camponesas do povoado Riacho do Meio; e do município de Santa Luzia do Itanhy, formado por agricultoras e agricultores do Assentamento Vitória da União (Priapú). Acompanhado de técnicos e assessores da Seagri, ele fez questão de conhecer experiências de produção agroecológica no estado antes de proferir a palestra do 1º Seminário de Apoio ao Financiamento Agrícola de Base Agroecológica.

“Fui convidado pelo secretário André Bomfim para falar sobre a experiência da Paraíba na busca de investimentos para a produção agroecológica, especificamente sobre uso dos recursos do Pronaf Agroecologia, mas fiz questão de conhecer a experiência dos camponeses sergipanos. Fiquei encantado com a criatividade e disposição do grupo de Mulheres de Umbaúba e dos Assentados de Santa Luzia. Eles, com recursos financeiros próprios, conseguiram dar um passo importante na produção de alimentos saudáveis que pode ser potencializada com o apoio financeiro de agentes financeiros”, explicou Geovanni.

O consultor do Programa das Nações Unidas (PNUD), Jorge Rabanal, e os assessores da Seagri Franuel Fagner e Ednilson Barbosa acompanharam a visita aos dois municípios. Para Rabanal, o intercâmbio entre os governos da Paraíba e Sergipe trará grande contribuição para a produção agroecológica. “A pergunta que a gente faz é: por que os agricultores familiares sergipanos nunca acessaram aos recursos do Pronaf Ecologia, enquanto os produtores da Paraíba conseguiram acessar mais de 60% do montante nacional destes recursos? Temos muito que aprender com a experiência da Paraíba”, disse Rabanal.

A experiência de Umbaúba
Em Umbaúba, a visita aconteceu à unidade produtiva do grupo de mulheres camponesas do Riacho do Meio, localizado na residência do casal Ivanilde Henrique e José Raimundo. “Nós ficamos interessadas em conhecer mais sobre esse financiamento para produção agroecológica. É uma oportunidade de ampliar nossa cozinha, nosso local de produção”, avaliou com expectativa Ivanilde. As camponesas produzem bolos e pães em sua unidade coletiva de beneficiamento, contando uma produção diversificada e com uma parte da produção agrícola de seus próprios quintais, a exemplo da macaxeira, batata-doce, abóbora, coco – entre outros, tendo a possibilidade comercializar em feiras livres e vendas institucionais.

Hoje, aproximadamente 16 mulheres estão envolvidas no coletivo, que existe há 08 anos, inicialmente através de um trabalho em cooperativa e, mais recentemente (há dois anos) como um grupo informal, amadurecendo novas formas de organização para garantir mais acesso ao mercado e aos espaços institucionais. Quando há entregas a serem feitas, o grupo se reúne para produção e entrega dos produtos, que atualmente comercializa em 03 feiras que ocorrem semanalmente, além de entregar à merenda escolar.

A experiência de Santa Luzia do Itanhy
Em Santa Luzia, os técnicos estiveram na unidade produtiva do agricultor Edson Souza Rodrigues, 53 anos. Ele mora há 30 anos no Assentamento mais conhecido como Priapú. Produz e comercializa produtos orgânicos e agroecológicos de sua propriedade de 6 hectares. São frutas, verduras in natura e transformadas em doces e polpa de frutas. “Fui convidado pela Seagri para participar da mostra agroecológica durante a realização do Seminário de Agroecologia. Vou com muita alegria mostrar o resultado de nosso trabalho e comercializar nossos produtos”, destacou Edson. Ele e outros agricultores do assentamento comercializam semanalmente na feira da Agricultura Familiar do município.


Atualizado: 4 de outubro de 2019, 15:11
Skip to content