Governo do Estado assina convênio com Anater para assistir 630 trabalhadoras rurais em Sergipe

Sergipe saiu na frente e assinou o primeiro contrato de assistência técnica no governo Lula, fruto da chamada pública ‘Ater Mulheres’

O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Agricultura, Desenvolvimento Agrário e da Pesca (Seagri), e sua vinculada Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro), firmou na última terça-feira (15), em Brasília, contrato de parceria com a Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater). A iniciativa prevê investimentos de R$ 2 milhões para que a empresa estadual preste assistência técnica e extensão rural às trabalhadoras rurais dos municípios sergipanos, dentro do programa nacional Ater Mulheres. O contrato foi assinado pelo presidente da Emdagro, Gilson dos Anjos, e pelos presidente e diretora técnica da Agência, Jefferson Coriteac e Loroana Coutinho, respectivamente. O ato contou, também, com a participação do diretor de Ação Fundiária da Emdagro, Marcelo Silva dos Santos.

O secretário de Estado da Agricultura, Zeca Ramos da Silva, destaca que a chamada pública ‘Ater Mulheres’ recebeu propostas de 22 estados brasileiros, e Sergipe foi o primeiro a ter a proposta aprovada. “Sergipe sai na frente sendo o pioneiro nessa assistência técnica específica para mulheres. Nesse primeiro momento, serão beneficiadas 630 mulheres distribuídas nos municípios de Japaratuba, Capela, Pirambu, Barra dos Coqueiros, Aquidabã, Canhoba, Capela e Indiaroba”, comemorou o secretário Zeca da Silva. A assistência técnica específica para as mulheres é uma das pautas da Marcha das Margaridas, que já está sendo atendida.

De acordo com o presidente da Emdagro, Gilson dos Anjos, as ações previstas no ‘Ater Mulheres’ consistem na realização de visitas técnicas em propriedades rurais, oficinas, dias de campo, rodas de conversa, capacitação e orientações técnicas voltadas para as trabalhadoras rurais de Sergipe, que deverão ser implementadas pela empresa estadual no período de 19 meses. “A assistência técnica deverá apoiar também o desenvolvimento de atividades produtivas (agrícolas e não agrícolas) geradoras de renda para as mulheres, de forma a estimular a diversificação, a integração, o uso de insumos locais e a não dependência de insumos externos do grupo familiar”, detalhou o presidente.

Gilson explicou, ainda, que também deverão ser observados o desenvolvimento de sistemas produtivos agroecológicos e a adoção de práticas sustentáveis de uso e manejo dos recursos naturais, além do estímulo e apoio à organização de grupos produtivos de mulheres, à viabilização do acesso delas ao Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF) e às políticas de crédito produtivo, em especial ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) Mulher, às políticas de fomento, e às políticas de comercialização, como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).

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Última atualização: 17 de agosto de 2023 09:31.

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