Governo do Estado apoia Encontro de Laticínios em Nossa Senhora da Glória

A produção leiteira de Sergipe é um dos principais segmentos da pecuária no estado, se destacando por sua alta produtividade, movimentando bilhões de reais por ano e fazendo com que a cadeia do leite seja responsável pela geração de renda de diversas famílias, tanto na produção direta, quanto indiretamente gerando empregos nas fazendas, nos laticínios, no transporte e no comércio dos produtos lácteos.
Foi pensando nisso que o grupo + Food, está realizando o Seminário ‘Mais Negócios: Encontro de Laticínios de Nossa Senhora da Glória’, nesta quarta e quinta-feira, 13 e 14 de maio, no município que é reconhecido como a ‘Capital do Leite do Estado’. O evento, que já passou por vários estados do Brasil, conta com apoio institucional do Governo de Sergipe, por meio da Secretaria de Estado da Agricultura, Desenvolvimento Agrário e da Pesca (Seagri) e Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro).
O secretário da Seagri, Zeca da Silva, participou da abertura do seminário que reuniu representantes de laticínios e queijarias de Nossa Senhora da Glória, bem como expositores de vários estados do país. “Sergipe vive um momento histórico, graças a um trabalho abnegado dos produtores, integrado com os municípios e os incentivos do Governo do Estado, que reúnem apoio técnico, ações de inseminação artificial, sanidade animal, incentivo à produção e beneficiamento do leite, assim como ao escoamento dos produtos, com a melhoria das estradas e compra de alimentos da agricultura familiar, além de crédito rural via Banese. Estamos vendo os resultados de um governo que acredita no potencial do campo e investe no produtor. Com isso, conseguimos gerar mais renda, garantir alimento de qualidade e fortalecer a economia do nosso estado”, destacou Zeca.
Tendo como proposta levar tecnologia, conhecimento e oportunidades de negócios para regiões estratégicas fora dos grandes centros, o evento tem como marca, a escolha criteriosa de polos produtivos com forte potencial de crescimento. A iniciativa busca aproximar indústrias de laticínios de fornecedores de equipamentos, insumos e soluções que contribuam para um desenvolvimento estruturado e sustentável. Como no caso de Regislane Petrin, funcionária da Artvac Embalagens, empresa do município de Três Pontes, no sul de Minas Gerais e uma das expositoras. “Já atendemos o Brasil inteiro e temos um carinho especial por Sergipe, onde temos clientes há quase 30 anos, no atendimento aos laticínios da região, fornecendo embalagens para queijos e iogurtes”, destacou.
Conhecimento e novas tecnologias
Durante os dois dias de programação, os visitantes terão acesso a novidades em equipamentos industriais, embalagens, sistemas de refrigeração, ingredientes, instrumentos laboratoriais, soluções em gestão de processos, entre outros. A programação, que inclui debates sobre temas relacionados à área e palestras com especialistas visam contribuir para a atualização em conhecimento para os laticinistas.
Foi com essa expectativa que a sócia-proprietária da queijaria Vale do Serrado, Fabiana Oliveira Freitas, de Porto da Folha, participou do evento. “Esse seminário é de grande importância para que possamos conhecer os materiais que utilizamos, mas que não estão à venda na região. Assim temos a oportunidade de conhecer de tudo um pouco, desde as embalagens até as máquinas de última geração e os equipamentos necessários para uma boa produção”, disse ao destacar que a empresa foi iniciada pelo pai, há mais de 30 anos, sendo que está à frente há 18 anos.
Atualmente o laticínio processa dois mil litros de leite ao dia, fabricando queijos tipo muçarela, requeijão e manteiga de garrafa. “Inclusive nossa manteiga foi premiada nos últimos dois anos (2024 e 2025), em Blumenau (SC), no Queijo Prêmio Brasil”, pontuou Fabiana.
Com uma experiência de 14 anos no mercado e há cinco certificada com o Selo de Inspeção Estadual (SIE), a proprietária da Queijaria Fazenda Nova, Maria Joseane da Costa, também esteve presente no evento que ela considera de grande importância para promover uma troca de conhecimentos entre os participantes. “Aqui podemos passar um pouco de nossos conhecimentos e conhecer as experiências das pessoas que vieram de outros estados, além de ser muito gratificante perceber o quanto chamamos a atenção, pelo trabalho que realizamos e que faz a diferença lá fora”, destacou a empresária que participa da programação do seminário nesta quinta, 14, em um bate papo sobre o tema: ‘Da fabriqueta ao laticínio – uma história de transformação no sertão sergipano’, quando vai contar sua experiência como queijeira.



























