Governo do Estado sanciona lei que fortalece cadeia produtiva do arroz em Sergipe

Validação da lei aconteceu durante a 12ª edição do ‘Sergipe é aqui’, em Ilha das Flores; produção de arroz é a principal atividade econômica da região

Durante a 12ª edição do ‘Sergipe é aqui’, realizada nesta sexta-feira, 6, em Ilha das Flores, na região do baixo São Francisco, foi sancionada a lei que institui o Programa de Fortalecimento da Cadeia Produtiva do Arroz no Estado de Sergipe – Proase. A legislação tem como objetivo promover o crescimento e o fortalecimento da cadeia produtiva do arroz por meio da junção de esforços de instituições públicas e privadas ligadas ao setor da rizicultura.

Na ocasião, o governador Fábio Mitidieri e o secretário de Estado da Agricultura, Desenvolvimento Agrário e da Pesca, Zeca da Silva, assinaram o documento da lei de autoria do deputado estadual Cristiano Cavalcante, líder do governo na Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese), aprovada no dia 29 de agosto deste ano.

Durante o evento, o secretário Zeca da Silva chamou atenção para a valorização da produção local, ressaltando que o município de Ilha das Flores é um grande produtor de arroz na região Nordeste. “Aqui em Ilha das Flores, queremos agradecê-los pela sua competência de plantar o arroz nesta região, que tem uma das maiores produtividades do Nordeste, e hoje o governador pôde constatar isso de perto ao visitar a Cooperflores, onde viu a magnitude da cooperativa, que vem crescendo ano a ano”, considerou o secretário.

Atualmente, os cooperados já estão empacotando seus produtos com marca própria, para serem comercializados na prateleira dos supermercados. “Isso tudo é competência do produtor, que se especializou e também recebe o benefício do Governo do Estado, com a distribuição de sementes selecionadas para o plantio do arroz”, enfatizou Zeca da Silva.

Sergipe é aqui

Assim como ocorreu nas ações anteriores, durante a 12ª edição do programa de Governo Itinerante, em Ilha das Flores, com a participação da Empresa de Desenvolvimento Agropecuário (Emdagro) e da Companhia de Desenvolvimento Regional (Coderse), foram distribuídas mudas de árvores frutíferas, entregues documentos do Cadastro da Agricultura Familiar (CAF) e recebidas amostras de solo, coletadas em propriedades rurais da região, que serão encaminhadas para análise no Instituto Tecnológico e de Pesquisas do Estado de Sergipe (ITPS).

“Entregamos hoje 50 mudas de plantas frutíferas para os agricultores familiares da região, além de 15 CAFs, documento que é a identidade do agricultor e é tão importante para que eles possam ter acesso às várias políticas públicas”, destacou o presidente da Emdagro, Gilson dos Anjos.

Na ocasião, o agricultor Wagner Soares da Silva demonstrou sua satisfação ao receber uma muda de mangueira para plantar em seu sítio. “Achei uma ótima iniciativa da Emdagro em doar essas mudas de árvores pra gente. Eu tinha muita vontade de ter uma mangueira em meu sítio e, sabendo a procedência, a gente fica mais tranquilo em saber que vai gerar bons frutos”, comemorou.  

Assim como ele, o agricultor José Antônio retornou pra casa feliz, pois também conseguiu uma  muda de mangueira. “Para mim, não importa se vai dar manga espada ou outra, só espero que meus netos possam provar dos frutos e lembrar que foi o avô que plantou um dia”, disse.

Durante o evento, a Companhia de Desenvolvimento Regional de Sergipe (Coderse) pôs à disposição da população seus serviços em perfuração, manutenção e recuperação de poços, ações que são realizadas em todo estado.

O ‘Sergipe é aqui’ também tem sido uma oportunidade para apresentar à sociedade o trabalho realizado pela Secretaria da Agricultura e suas vinculadas na coordenação do Programa Água Doce (PAD). São 29 unidades de produção de água dessalinizada mantidas em Sergipe. No dia de serviços, a Coderse leva a sua maquete PAD, ilustrando um sistema de abastecimento, tanque de concentrado e reaproveitamento por irrigação ou piscicultura.

Sobre o Proase

O Programa de Fortalecimento da Cadeia Produtiva do Arroz no Estado de Sergipe (Proase) busca promover e ampliar a infraestrutura logística e de beneficiamento primário do arroz nas regiões produtoras; fomentar a produção e a utilização de sementes de arroz certificadas; difundir tecnologias inovadoras para oportunizar aos atores da cadeia produtiva a devida capacitação. 

Além disso, o Proase tem como objetivos implantar rede de pesquisa e Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) especializadas na cadeia produtiva do arroz; captar apoio para instituições de pesquisa e extensão rural; e planejar ações de execução coletivas destinadas à promoção do desenvolvimento da atividade de rizicultura em Sergipe.

A iniciativa também tem a missão de implementar ações com propostas de desenvolvimento de cultivares de arroz adaptadas às condições regionais; uso de técnicas sustentáveis no cultivo do arroz; modernização e adequação da indústria de beneficiamento de arroz no estado. 

O programa busca, ainda, criar Unidades Demonstrativas (UD), em conjunto com a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) e a Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro); criar e divulgar a logomarca do arroz de Sergipe; aprimorar a infraestrutura de apoio à produção, industrialização e comercialização do arroz; e estimular a organização dos rizicultores do estado.

Agricultura

Seagri participa da abertura oficial da Exporingo, em Lagarto

O Plano de Ação sergipano para uma agropecuária de baixo carbono foi apresentado durante o evento. Sergipe se destaca como o segundo Estado do Nordeste a lançar o Plano e oitavo no país

Uma das maiores feiras do agronegócio da região, a Exporingo 2023 foi aberta oficialmente nesta quinta-feira, 5, no Haras Fábio José, no município de Lagarto. O governo do Estado apoia a realização do evento, por meio do Banese e, na oportunidade lançou oficialmente o Plano de Ação do Estado de Sergipe, para Adaptação à Mudança do Clima e Baixa Emissão de Carbono na Agropecuária, com vistas ao desenvolvimento sustentável. Autoridades e políticos sergipanos estiveram presentes, como o governador Fábio Mitidieri, o secretário de Estado da Agricultura, Desenvolvimento Agrário e da Pesca (Seagri), Zeca Ramos da Silva, diretores das empresas vinculadas: Emdagro e Coderse,  Gilson dos Anjos e Paulo Sobral, respectivamente..

O secretário da Agricultura, Zeca da Silva, destacou a importância da realização da Exporingo, já consolidada como uma das maiores feiras do agronegócio do Norte e Nordeste. “Aqui vemos reunidos  diversos estandes, com implementos, com equipamentos agrícolas, maquinários de alta tecnologia, de alta precisão, nesse parque de exposições belíssimo, com toda estrutura necessária e consolidando cada vez mais Sergipe no cenário do agro brasileiro. Além das instituições financeiras que interagem com os produtores, fortalecendo cada vez mais essa atividade que é tão importante para a economia sergipana”, observou. “Também foi importante apresentarmos o  Plano ABC, como uma política pública composta de um conjunto de ações que visam promover a ampliação da adoção de algumas tecnologias agropecuárias sustentáveis, com alto potencial de mitigação das emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) e combate ao aquecimento global”, explicou Zeca.

Para o superintendente Federal da Agricultura em Sergipe, Jonielton Dantas, Sergipe se destaca como o segundo Estado do Nordeste a lançar o Plano de Ação e oitavo no país. “Vamos trabalhar para fazer com que as metas sejam cumpridas, alinhando-as com o que há de mais moderno na agricultura mundial, contando com o apoio dos produtores para fazer com que as políticas públicas aconteçam”, disse ao destacar o Plano ABC+ como uma iniciativa conjunta entre o Ministério da Agricultura, a Seagri e a Embrapa, entre outras entidades. “Este plano, coordenado pelo Ministério da Agricultura com a colaboração da Secretaria de Estado da Agricultura e outras instituições, visa a adaptação ao clima, a redução de emissões de carbono e a promoção da sustentabilidade”, reforçou.

O governador Fábio Mitidieri parabenizou o idealizador da Exporingo, Geraldo Magela,  ressaltando sua característica visionária e reconhecendo a sua importância fundamental para o agronegócio e a pecuária em Sergipe. “Esta feira é uma das maiores do estado, movimentando mais de 40 milhões de reais no ano anterior e com expectativas de crescimento para este ano. São mais de cem expositores presentes, tornando uma oportunidade valiosa para realizar negócios, promover a troca de experiências entre os produtores sergipanos e aqueles de outros estados que também participam. Isso tem um papel crucial no crescimento e fortalecimento do setor, além de gerar empregos, renda e estimular a economia, exibindo todo o vigor da pecuária e do agronegócio em nosso estado”, considerou.

Para o empresário e idealizador da Exporingo, Geraldo Magela, é com grande satisfação que está sendo realizada a terceira edição do evento. “Aqui temos expositores de vários estados do país. Nesse espaço valorizamos o agronegócio do pequeno, do médio e do grande produtor. Agradecemos o apoio do Governo de Sergipe”, disse ao destacar que a exposição acontece até o próximo domingo, dia 8.

Plano ABC+

O Plano de Ação Estadual é apresentado pela Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri) como contribuição do estado de Sergipe ao compromisso institucional assumido pelo Brasil, na consolidação de uma agropecuária limpa, e é oferecido como instrumento incentivador de proposições e balizador de ideias e ações no âmbito da Agricultura de Baixo Carbono (ABC+), apresentando diretrizes mais pertinentes ao estado.

De acordo com a Seagri, um dos passos importantes para uma política estadual de baixo carbono foi a Instituição do Grupo Gestor Estadual (GGE Sergipe), por meio da Portaria Estadual Nº 23/2022, publicada em 11 de agosto de 2022, com a finalidade de deliberar, analisar, fomentar, articular e propor ações e medidas para garantir a implantação e efetivação do Plano. Conforme  a portaria, os órgãos e entidades que compõem o GGE Sergipe são a Seagri, SFA-SE, Embrapa Tabuleiros Costeiros, Emdagro, Sergipetec, IFS, Fapitec, Coderse, Senar, Adema, BNB, Banese, Semac e UFS.

O Plano ABC+ foi estruturado em quatro metas, propondo tecnologia com alto potencial de mitigação das emissões de GEE e combate ao aquecimento global: Recuperação de Pastagens Degradadas (PRPD) – 1.500 hectares; Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) – 1.000 hectares; Florestas Plantas – 1.000 hectares; Bioinsumos – 300 unidades produtivas.

Produtores da irrigação pública estadual vão produzir sementes no alto sertão

Serão 12,2ha irrigados produzindo os insumos no perímetro da Coderse. Primeira colheita e beneficiamento de sementes de quiabo acontece daqui a 90 ou 100 dias.

Sementes de quiabo, abóbora, berinjela, pimenta jalapeño e cebola serão os mais novos itens a serem produzidos a partir da irrigação do Perímetro Irrigado Califórnia, em Canindé de São Francisco, alto sertão sergipano. Com a água para irrigação e assistência técnica agrícola fornecida pelo Governo de Sergipe, produtores irrigantes passaram a ser parceiros de indústria de porte nacional.

A Agristar do Brasil fornecerá insumos para o cultivo de 12,2 hectares de lotes de oito irrigantes inseridos no perímetro Califórnia. Levi Ribeiro, presidente da Cooperativa de Fomento Rural e Comercialização do Perímetro Irrigado Califórnia (Coofrucal), explica que já foram plantados 2,5ha de quiabo e que eles estão preparando terreno e insumos para o restante da área.

“Ainda estamos desenvolvendo as mudas para no próximo mês fazer o transplantio. Também o aporte para compra dos fertilizantes, e outros insumos. Análise de solo e o preparo da terra estão sendo adiantados pela cooperativa, com reembolso na colheita. Toda assistência técnica agrícola continua sendo da Coderse (Companhia de Desenvolvimento de Regional de Sergipe)”, informou Levi Ribeiro.

O presidente da (Coderse), Paulo Sobral, disse que a conquista agrega valor à produção do perímetro administrado pela empresa. “O Governo do Estado mantém o perímetro por 36 anos e o retorno financeiro do agricultor agora é elevado à outra categoria, ao fornecer sementes para o beneficiamento e venda a horticultores de todo Brasil”, avalia o diretor da companhia vinculada à Secretaria de Estado da Agricultura, Desenvolvimento Agrário e da Pesca (Seagri).

José dos Santos é um dos irrigantes que já tem 1,3ha do seu lote irrigado ocupado com o plantio de quiabo para a produção de sementes do vegetal. “Eu estou vendo que coisa está boa. Se a pessoa aplicar certinho, eu acho que vai ter um bom resultado. O período de produção é o mesmo do quiabo. A colheita para vender na feira, é verde, mas para colher para semente, tem que ser ele seco, entre 90 e 100 dias”, destacou.

Mercado regional

O quiabo plantado em Canindé é de uma variedade utilizada por irrigantes dos cinco perímetros irrigados mantidos pelo Governo do Estado em Sergipe, principalmente o Califórnia, o maior produtor. Já a pimenta jalapeno tem mercado na indústria de molhos e é cultivada pelos agricultores irrigantes assistidos pela Coderse em Lagarto.

“A produção de sementes será com espécies que vão se adaptar bem ao clima e sol abundante do alto sertão e vai ser indispensável a água fornecida pela Coderse. Ao mesmo tempo, vão gerar produtos que são adquiridos por agricultores sergipanos. Dentro e fora dos perímetros irrigados”, colocou o diretor de Irrigação da Coderse, Júlio Leite.

Já plantou um hectare de quiabo e está preparando área de 0,3 ha, a ser ocupada com a pimenta jalapeño, o irrigante do Califórnia, Marcos Vasconcelos. “Na próxima semana eu vou plantar a pimenta, que é para colher as sementes. Pretendo fazer com que dê certo essa parceria e continuar plantando para a produção de sementes. No momento, para mim, é mais viável”, disse.

Emdagro realiza visita técnica à Embrapa de Campina Grande para impulsionar produção de algodão agroecológico

Plano de ação estadual deverá operacionalizar programa em Sergipe

Representantes da Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro) realizaram uma visita técnica na terça-feira, 3, à Empresa Brasileira De Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Algodão, localizada em Campina Grande, na Paraíba, para participar de uma reunião relacionada ao Programa do Algodão Agroecológico. O programa, uma parceria entre o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e a Embrapa Algodão, tem como objetivo revitalizar a cultura do algodão em sistemas de base sustentável no Nordeste.

A equipe, composta pelo diretor de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater), Jean Carlos Nascimento, pela engenheira agrônoma Elizabeth Denise Campos, membro da Coordenadoria de Agroecologia e Produção Orgânica, e pelos técnicos em agroecologia Waltenis Braga e Marize de Campos Lima, receberam da Embrapa Algodão sementes de quatro variedades de algodão, bem como de gergelim e amendoim. Essas sementes serão multiplicadas no Centro de Desenvolvimento Tecnológico (CDT) da Emdagro, localizado em Itabaiana, no agreste sergipano, e cultivadas em consórcio nas Unidades de Aprendizagem e Pesquisa Participativa (UAP), da região.

O Programa do Algodão Agroecológico em consórcios agroalimentares está programado para ser lançado no próximo mês de novembro e tem como foco promover práticas sustentáveis na produção de algodão, visando a redução do uso de agrotóxicos e a preservação do meio ambiente. “O Programa representa um passo importante na busca por soluções agrícolas mais sustentáveis e na preservação dos recursos naturais. A colaboração entre a Emdagro e a Embrapa Algodão é fundamental para o sucesso desse empreendimento no nordeste brasileiro”, ressaltou o diretor de Ater da Emdagro, Jean Carlos.

Para ele, a visita proporcionou uma rica troca de experiências com outros estados do Nordeste, permitindo à equipe da Emdagro adquirir conhecimentos valiosos para a implementação bem-sucedida do Programa do Algodão Agroecológico em Sergipe. “Voltamos com a missão de discutir e elaborar um Plano de Ação Estadual, com a determinação de contribuir para o fortalecimento da produção de algodão agroecológico no estado e promover práticas agrícolas sustentáveis, em benefício dos agricultores e do meio ambiente”, frisou Jean Carlos.

Produção de quiabo é a principal atividade do perímetro irrigado estadual de Canindé

Com irrigação do Governo do Estado, irrigantes produzem durante todo o ano, suprindo mercado interno e de estados vizinhos

O quiabo é o alimento mais produzido no Perímetro Irrigado Califórnia, em Canindé de São Francisco, no alto sertão sergipano. Quando comparada à do ano passado, a produção do quiabo de janeiro a agosto de 2023 aumentou em 5%, e a área plantada, em 13%, o que demonstra que a produção anual deve ser ainda maior este ano.

O caruru de São Cosme e Damião, em setembro, e as moquecas da Semana Santa são oportunidades para que os irrigantes vendam um maior volume de produtos. Essa produção, em pleno semiárido, é possibilitada pela irrigação fornecida pelo Governo do Estado durante todos os meses do ano, permitindo que sempre haja colheita de quiabo no Califórnia. São carregamentos periódicos que seguem, em sua maior parte, para a capital baiana, Salvador, mas o estado de Alagoas e os demais municípios sergipanos também compram o vegetal produzido em Canindé.

Neste ano, os irrigantes do Califórnia já produziram 4.411 toneladas de quiabo até o mês de agosto, superando a produção de 2022 (4,2 mil toneladas). Gerente do
perímetro irrigado, Anderson Rodrigues indica que os 333 lotes são atendidos pela Companhia de Desenvolvimento Regional de Sergipe (Coderse), vinculada à Secretaria de Estado da Agricultura, Desenvolvimento Agrário e da Pesca (Seagri).

“Os agricultores do Califórnia recebem o abastecimento de água contínuo, de inverno a verão. A nossa equipe também dá assistência técnica ao produtor, na questão de adubação da planta, na colheita e na forma de irrigar. Neste período de agora e na Semana Santa é quando há maior demanda e saída do quiabo para Salvador”, apontou Anderson Rodrigues.

Um dos produtores que conseguiram enviar o quiabo para a capital baiana no dia de São Cosme e Damião foi o irrigante Abel Santana. Sua lavoura, de meio hectare, tem 60 dias com uma semente de variedade precoce, e já lhe permitiu colher quatro vezes em uma semana, totalizando dez sacas. “Eu sempre gosto de plantar em Cosme e Damião e na Semana Santa. A procura é maior. Não é sempre que eu tenho o quiabo. Às vezes eu planto em outras épocas, mas é muito difícil”, conta.

Diretor de irrigação da Coderse, Júlio Leite explica que o quiabo está presente em todos os cinco perímetros irrigados do Governo do Estado com vocação agrícola, do total de seis polos agrícolas administrados pela empresa pública.

“Em Itabaiana, Riachuelo, Malhador, Areia Branca e Lagarto, plantam o quiabo com a irrigação e a assistência técnica fornecida pela companhia, atendendo à demanda interna dos estados vizinhos, mas é em Canindé onde a produção do quiabo supera todas as outras culturas agrícolas; o plantio ocorre durante todo o ano”, detalhou Júlio Leite.

Produção de batata-doce nos perímetros irrigados estaduais em 2023 já superou todo o ano de 2022

Polos de Itabaiana lideram a produção, com 11 mil toneladas; irrigação da Coderse facilita plantio em qualquer época do ano

A batata-doce representa uma boa alternativa de renda para o agricultor, e o momento tem sido favorável para o cultivo do tubérculo em Sergipe. Somente entre janeiro e julho de 2023, os cinco perímetros irrigados de vocação agrícola do Governo de Sergipe já produziram 13,56 mil toneladas, superando em 23,27% toda a produção do ano anterior, que foi de 11 mil toneladas.

Com o fornecimento de água administrado pelo Companhia de Desenvolvimento Regional de Sergipe (Coderse), vinculada à Secretaria de Estado da Agricultura, Desenvolvimento Agrário e da Pesca (Seagri), os perímetros irrigados também contam com a assistência técnica oferecida pela empresa pública.

De acordo com informações da Coderse, devido ao baixo custo de produção e à curta duração do ciclo, que propicia um fluxo regular de capital e maior produtividade, o sistema de produção e beneficiamento da batata-doce em Sergipe envolve mais de 600 famílias nos perímetros irrigados.

Nas feiras livres e mercados públicos, a comercialização do produto ainda gera renda para mais famílias, conforme destaca o secretário de Estado da Agricultura, Zeca Ramos da Silva. “Nos sete primeiros meses de 2023, o valor de produção anual está estimado em R$ 25 milhões, 66,7% maior do que o de todo ano de 2022, que foi de R$ 15 milhões. Isso demonstra a importância social e econômica da cultura no estado”, detalha Zeca da Silva.

No Perímetro Irrigado Piauí, em Lagarto, no centro-sul do estado, Luciano Oliveira cultiva uma nova variedade de batata-doce, e compartilha seu entusiasmo com a produção. “A ourinho roxa é a que o pessoal mais está plantando agora. Com essa nova variedade, já na penúltima safra, superei a meta de produção de 120 quilos por tarefa”, comemorou o agricultor, que também produz amendoim e milho na irrigação pública. “É uma batata excelente e boa de lidar. Com água em abundância, fica favorável para nós, agricultores”, considerou.

Perímetros produtivos

A maior produção de batata-doce em Sergipe está nos perímetros irrigados administrados pela Coderse em Itabaiana, no agreste sergipano. Em 2023, de janeiro a julho, o Poção da Ribeira produziu 7,97 mil toneladas e o Jacarecica I, 2,88 mil toneladas.

O Perímetro Irrigado Jacarecica II também não fica para trás. Situada entre os municípios de Riachuelo, Malhador e Areia Branca, até julho deste ano, a região teve uma produção de 2,2 mil toneladas de batata-doce. É nele que a família de Allysson Junior da Silva tem um lote assistido pela Coderse. O que chama a atenção em sua plantação de batata-doce é a produtividade e a organização da lavoura, dividida em parcelas de plantio com idades diferentes.

“Cresci trabalhando com meu pai e, de uns três anos para cá, ele me deu esta área onde estou produzindo. Ele sempre gostou dessa excelência em qualidade, e eu tento seguir os passos dele”, conta Allysson Junior, e revela que um dos segredos do sucesso da família no plantio da batata é a adubação com esterco de gado.

O diretor de Irrigação da Coderse, Júlio Leite, observa que, atualmente, a batata-doce é o item de maior destaque quando somadas as produções dos perímetros (10,8 mil toneladas em 2022), e a tendência é que o saldo ainda seja superado este ano. “Os irrigantes contam com o trabalho da empresa para oferecer água e assistência. Com isso, apostam seu trabalho e recursos nos produtos que mais geram retorno. A própria rama da batata colhida vai servir no plantio da próxima lavoura. O produtor não tem custo com sementes. O ciclo produtivo, de três a quatro meses, também é rápido, se comparado ao inhame e à mandioca”, explicou Júlio César Leite.

Manejo Sustentável dos Citros é tema de encontro no município de Boquim

Evento marca mais uma ação do Governo do Estado em direção à revitalização da citricultura sergipana

Nesta quarta-feira, 27, o município de Boquim, no sul de Sergipe, foi cenário de um evento de grande relevância para a agricultura sustentável na região. O I Encontro sobre Manejo Sustentável dos Citros aconteceu na sede da Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro) em Boquim, com organização conjunta do Governo de Sergipe, por meio da Secretaria de Estado da Agricultura, Desenvolvimento Agrário e da Pesca (Seagri), e parceria do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Embrapa e Banco do Nordeste.

O presidente da Emdagro, Gilson dos Anjos, abriu o encontro destacando os investimentos que a Secretaria de Agricultura tem direcionado ao órgão para o desenvolvimento das ações de assistência técnica e extensão rural em Sergipe. “Sabemos que, para que existam avanços na agricultura, têm que existir investimentos. A Emdagro recentemente teve um concurso público, e nos próximos dias estaremos somando novos engenheiros agrônomos, médicos veterinários e técnicos agrícolas à nossa equipe de extensionistas. Também foram adquiridos novos veículos, para que nossos profissionais cheguem com mais facilidade até o produtor rural, ao citricultor, para melhor atendê-los em suas necessidades”, disse.

O presidente também destacou a importância das parcerias para que as ações junto ao homem do campo avancem ainda mais rápido. “É importante frisar que, no mundo de hoje, é preciso que existam cooperações. Exemplo disso são os acordos de cooperação técnica com a Embrapa, com o Banco do Nordeste e com o Sebrae, para que a gente avance rápido e entregue aos produtores uma agricultura e uma citricultura mais produtiva, com menos custos”, pontuou Gilson.

O evento reuniu especialistas, pesquisadores e agricultores dedicados ao cultivo de citros, com o objetivo de discutir práticas e estratégias para tornar a citricultura mais sustentável e eficiente. A programação do encontro contou com apresentações e palestras que versaram sobre as ações da Emdagro no setor agropecuário, apresentado pelo diretor de Assistência Técnica e Extensão Rural, Jean Carlos Nascimento. Também tratou sobre o levantamento das práticas sustentáveis adotadas, do manejo sustentável dos pomares dos citros, do controle biológico das pragas dos laranjais, do uso e aplicação do pó de rocha e os avanços e inovações relacionados aos porta-enxertos para citros.

Segundo o pesquisador da Embrapa Mandioca e Fruticultura, de Cruz das Almas/BA, Walter Soares, sua palestra demonstrou a importância da variação de porta-enxertos para o controle de pragas e doenças. “Se o agricultor tiver uma variação de porta-enxertos, ele vai ter o que chamamos variabilidade genética, ou seja, uma condição segura de que determinadas doenças características de apenas uma variedade não afete todo o pomar”, explicou.

Momento prático

Após o almoço, a programação continuou com a parte prática, dividida em quatro estações de trabalho: Controle Microbiano das Pragas dos Citros, o Uso de Insetos Predadores e Preparo de Biofertilizantes. Finalizando o evento, foi realizada uma visita à quadra com novos porta-enxertos.

O agricultor Flávio Bispo, do município de Salgado, participou do evento e destacou a importância do encontro. “Para nós, agricultores, é de suma importância poder resgatar as origens da citricultura e trabalhar com essa temática tão importante, o controle biológico e o manejo sustentável”, ressaltou.

Participaram como palestrantes o engenheiro agrônomo da Emdagro, Renato Figueiredo, o pesquisador e engenheiro agrônomo Marcelo Mendonça, e o engenheiro agrônomo Glauco de Andrade Antunes, da Mibasa. Também estiveram presentes os técnicos e chefes de escritórios locais e regionais da Emdagro.

Aula prática com culturas de uva e limão do Perímetro Irrigado Califórnia proporciona aprendizado a alunos do ensino profissionalizante

Com incentivo do Governo do Estado, 333 agricultores produzem, anualmente, mais de 33 mil toneladas de alimentos a partir da irrigação em Canindé de São Francisco

Futuros técnicos em agropecuária aprendem e exercitam suas habilidades em práticas de campo, em lotes de agricultores que cultivam uva e limão no município de Canindé de São Francisco, no alto sertão sergipano. Eles são alunos do Centro Estadual de Educação Profissional Dom José Brandão de Castro, de Poço Redondo, e visitaram as plantações que fazem parte do Perímetro Irrigado Califórnia, administrado pela Companhia de Desenvolvimento Regional de Sergipe (Coderse), vinculada à Secretaria de Estado da Agricultura, Desenvolvimento Agrário e da Pesca (Seagri). A produção rural é feita a partir do fornecimento de água de irrigação e assistência técnica fornecidas pelo Governo do Estado.

O produtor José Leidson dos Santos é um dos irrigantes do Perímetro Califórnia e cultiva uvas. No início desta semana, ele recebeu os alunos e professores para a aula prática. Na oportunidade, ele compartilhou sua experiência com a turma, que, por sua vez, ajudou o produtor na poda das videiras – processo a partir do qual, em 120 dias, a planta dá novos frutos para a colheita. “A força é bem-vinda, e o trabalho a gente vai fazendo e ensinando. Porque eu também não sabia e, com a prática, você vai aprendendo. Tem que ter a interação um com o outro. Assim, eles aprendem, e o que eu sei posso passar para eles, que também estão me ajudando. É uma troca”, considerou o agricultor.

Aluno do 2° ano do curso Técnico de Agropecuária, Dionísio Silva Alves contou que essa foi sua primeira experiência prática, e revelou que pretende atuar na área assim que concluir o curso. “Estamos aprendendo a podar a uva. Vai me ajudar muito quando eu me formar. Está sendo muito produtivo”, apontou o estudante.

De acordo com o técnico da Coderse, Tito Reis, que acompanhou os alunos e professores nas atividades nos lotes, a ação teve como objetivo aproximar a instituição de ensino, os estudantes e corpo docente dos produtores rurais atendidos no perímetro irrigado. “Fez com que a gente pudesse reunir os saberes e proporcionar uma condição melhor para nosso sistema de produção. A gente juntou os alunos, os saberes técnicos, com os saberes do produtor.  Mostramos, na prática, como funciona a situação no campo, como os alunos vão se comportar assim que forem profissionais”, detalhou.

Segundo o diretor de Irrigação da Coderse, Júlio Leite, as cooperações e parcerias ampliam o potencial das políticas públicas oferecidas e permitem o engrandecimento profissional dos colaboradores e beneficiários assistidos com a irrigação do Governo do Estado. Ele acrescenta que, no perímetro Califórnia, há 333 lotes assistidos com irrigação e assistência técnica, que produzem, anualmente, mais de 33 mil toneladas de alimentos.

“Neste caso em específico, a troca de saberes melhora a qualidade do serviço oferecido à população em ambas as instituições. Os agricultores vão ver suas atividades agrícolas renderem mais com essa ajuda técnica, e o colégio vai formar técnicos melhores, que aprenderam nos nossos perímetros”, avaliou Júlio Leite.

Limão Taiti

O agricultor José Eldes do Santos, também assistido pelo Perímetro Irrigado Califórnia, cultiva o limão Taiti em seu lote. Há três meses, professores, alunos e técnicos agrícolas começaram um processo de produção de mudas pela técnica de alporquia, e a visita da turma serviu para verificar os resultados. “Eu agradeço ao Estado. Já tenho entre quatro e cinco anos de plantio de limão, e vou continuar por muitos anos. É muito boa esta troca de experiências”, relatou o agricultor.

Para o estudante Thainan Feitosa, aluno do 2º ano da instituição de ensino, a aula foi uma oportunidade de adquirir conhecimentos que não poderiam ser passados apenas nas aulas teóricas. “Viemos para a implantação de alporquia no dia 8 de junho, e agora a gente veio novamente para colher os resultados. É uma experiência excepcional. Colhendo experiência e resultados fora da sala, juntamos novos conhecimentos. A gente aprende na prática”, destacou Thainan Feitosa.

O engenheiro agrônomo Alexandro Mecenas é um dos professores do Instituto José Brandão, responsável por lecionar as disciplinas de ‘Irrigação e Drenagem’, ‘Manejo de Pragas e Doenças’ e ‘Fruticultura’. De acordo com o professor, as culturas agrícolas como limão e uva são menos tradicionais em Sergipe, e por isso precisam ser mais incentivadas. “Trouxemos os alunos para aprender. Eles fizeram toda a poda da uva, uma cultura que tem pouca no estado. Foi uma oportunidade ímpar, pois dificilmente eles terão outra chance de ver e trabalhar com uva”, indicou o professor Alexandro. 

Agricultura

Horta coletiva contribui para o ensino nas escolas e fortalecimento de quilombolas em Sergipe

Programa do Governo do Estado propõe ocupar espaços, a fim de garantir a produção e consumo de alimentos mais saudáveis

Os estudantes da escola primária Antônio Cardoso Dantas, em General Maynard, e os moradores da comunidade quilombola do povoado Pirangi, em Capela, receberam nessa quarta-feira, 20, a visita de técnicos da Emdagro (Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe), que acompanham o desenvolvimento das ações do ‘Cultivando Hortas: Alimento Seguro na Mesa’, programa do Governo do Estado, que tem como um dos objetivos fomentar as práticas sustentáveis de agricultura. De acordo com o órgão, atualmente oito instituições executam o ‘Cultivando Hortas’ em Sergipe, com potencial de chegar a 32 até o final do ano.

Entre uma colheita e outra nessa quarta-feira, os alunos do Antônio Cardoso aprendiam contagem numérica na aula de Matemática. O trabalho pedagógico daquela manhã foi acompanhado de perto pela diretora Roberta Maciel, que durante a aula ao ar livre explicou que os estudantes reconhecem na horta o que têm em suas casas. “Muitas dessas crianças são de famílias do campo. O aprendizado se torna fluido, porque explora o que elas já conhecem”, disse.

“O programa foi criado este ano e tem o objetivo de garantir a produção e consumo de alimentos mais saudáveis. Aproveitamos os espaços das escolas, dos centros de convivência dos idosos e centros de recuperação de jovens e adolescentes, enfim. Ele é executado não só no no meio rural, mas também na cidade. Existem alguns critérios para participar, como por exemplo, se for escola, ter um projeto pedagógico para nortear nosso trabalho, porque a horta serve também como espaço de ensino e aprendizagem. Todas as disciplinas podem ter relação com a horta. Temos um cronograma de execução e avaliação do processo. Visitamos a área, vemos se é possível usar o terreno, se ele é encharcado, enfim. Tem todo um preparo”, expôs Abeaci dos Santos, gestora do Programa de Organização e Desenvolvimento Social da Emdagro.

Quilombolas

Os moradores da Associação Agrícola Pirangi, formada por remanescentes de quilombolas, apresentaram parte do trabalho que desenvolvem junto com o Governo do Estado, numa área de 74 hectares. Denise Félix é a presidente da Associação e explicou que a agricultura familiar do local tem contado com o auxílio técnico doação de sementes da Emdagro. “Plantamos todos os tipos de hortaliças. Na verdade plantamos tudo que abrange a agricultura familiar. Vendemos a produção nas feiras livres do Estado e também na feira orgânica de Aracaju. Começamos este ano o trabalho das hortas com a Emdagro, mas já temos essa parceria com os técnicos há muito tempo, de outros projetos”, revelou. 

No Pirangi, cada família tem direito a uma área da propriedade. Silvânia Gonzaga, tesoureira da Associação, detalhou que a média de faturamento de sua família com a comercialização dos produtos da horta é de R$ 400,00 por semana. “Retiramos dessa conta as despesas com semente, adubo e insumo. O que sobra é dividido entre nós. A dinâmica é essa, cada família é responsável por uma parte do terreno. Porque, apesar de a área da Associação ser coletiva, ela é usada individualmente por cada família. Com a doação das sementes da Emdagro os custos são reduzidos em 30%, o que auxiliou muito no bom lucro deste ano”, contabilizou.

Segundo a presidente da comunidade, o município de Capela conta atualmente com 98 famílias remanescentes quilombolas cadastradas no Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e somente dentro da Pirangi estão 42 residências. Além da assistência técnica, os membros da comunidade recebem também acompanhamento social. “Desempenhamos esse papel de garantir o acesso às políticas públicas. Fazemos a visita semanal junto com os técnicos da Emdagro para acompanhar as atividades, tanto do programa ‘Cultivando Hortas’, quanto das crianças, já que temos uma escola aqui dentro da Associação”, informou Cíntia Cristina, assistente social da Emdagro.

Segundo o Observatório de Sergipe (Superplan), vinculado à Secretaria da Casa Civil, o Censo Demográfico 2022 contabilizou 28.124 pessoas quilombolas em Sergipe (1,27% do total da população residente), posicionando o Estado em 9ª lugar entre as unidades federativas. A participação da população quilombola de Sergipe representa 2,12% do Brasil e 3,11% do Nordeste. São 21 territórios quilombolas oficialmente delimitados e os municípios de Santa Luzia do Itanhy (4.647), Laranjeiras (3.316), Brejo Grande (2.013) e Estância (1.489) possuem os maiores números de pessoas quilombolas residentes em Sergipe.

O programa

O ‘Cultivando Hortas: Alimento Seguro na Mesa’ é um programa da Emdagro, criado este ano, que busca estimular o desenvolvimento de novos hábitos alimentares, requalificar ambientes e áreas desprezadas ou ociosas, impulsionar a educação ambiental nas escolas, comunidades e instituições, resgatar e valorizar os saberes populares e oferecer capacitações para gestão agroecológica.

As modalidades dentro do programa são: hortas escolares, hortas institucionais e hortas comunitárias, que podem ser desenvolvidas em solo, estruturas suspensas, canteiros elevados, pneus, hidroponia e outros, desde que garantam acessibilidade. Cada instituição deverá indicar qual a finalidade desejada para a estruturação ser preparada.

As hortas são instaladas em ambientes escolares, instituições que prestam assistência social, comunidades rurais e acompanhadas pelos técnicos da Emdagro, que formam parceria com as Secretarias de Educação, Agricultura e Meio Ambiente de cada município interessado. Os requisitos para aderir ao programa são: preencher formulário, possuir plano pedagógico ou de gestão, dispor de técnico agrícola e um representante da horta para acompanhamento.

A estruturação das hortas é feita de acordo com a realidade de cada unidade produtiva e potencialidades identificadas. De acordo com a gestora do Programa de Organização e Desenvolvimento Social da Emdagro, Abeaci dos Santos, as principais ações de apoio são a distribuição de sementes e insumos, suporte logístico, assistência técnica continuada e capacitação nas áreas de agroecologia e segurança alimentar.

Agricultura

Mais um laticínio em Nossa Senhora da Glória é inaugurado com selo de inspeção estadual

Com o selo de inspeção estadual (SIE), a agroindústria Nalmilk Laticinios passa a comprar o leite de 150 produtores e gerar 30 novos empregos diretos

O  município de Nossa Senhora da Glória, localizado no sertão sergipano, celebrou nesta sexta-feira, 22, a inauguração do Nalmilk Laticínios, mais uma agroindústria dedicada ao processamento de leite em Sergipe. Com uma capacidade de processar 20 mil litros de leite ao dia, a nova empreitada será responsável pela produção de diversos produtos lácteos, incluindo manteiga, queijos coalho e mussarela, além de requeijão e manteiga.

A cerimônia de inauguração contou com a presença da diretora de Defesa Animal e Vegetal da Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro), Aparecida Andrade, representando o secretário da Agricultura, Zeca da Silva, e o presidente da Emdagro, Gilson dos Anjos. Também estiveram presentes membros da equipe do Serviço de Inspeção Agroindustrial, Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal da Emdagro.

A inauguração do novo laticínio representa um passo significativo para o estado, uma vez que mais um estabelecimento se regulariza de acordo com as normas estaduais que regulam o setor. “A obtenção da inspeção estadual é um marco importante para garantir aos consumidores produtos de qualidade, livres de contaminantes e resíduos que possam afetar a saúde”, comentou Aparecida Andrade.

Apesar de ser uma empresa familiar, a agroindústria Nalmilk Laticínios emprega, diretamente, 30 pessoas, e beneficia o leite comprado de 150 pequenos produtores da região, o que demonstra o compromisso das famílias locais com a produção de alimentos de alta qualidade.

“O processo de legalização levou um tempo porque a gente precisava tomar consciência da importância de se regularizar. Então levamos mais ou menos 5 anos para chegarmos a conseguir o selo da Emdagro. A Emdagro foi bastante parceira no processo que orientou, em todos os momentos, como deveria ser feito. Sabemos que com o selo, as responsabilidades aumentam muito, mas estamos felizes em trabalhar dentro da legalidade”, contou um dos gestores do laticínio, Messias de Jesus.

A segurança alimentar é uma preocupação essencial para os consumidores, e um dos principais indicativos de qualidade é a presença do selo de fiscalização no rótulo dos produtos. Em Sergipe, o Serviço de Inspeção Agroindustrial, Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal do Estado (SIE/SE), pertencente à Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro), é responsável por garantir as condições adequadas de manipulação e armazenamento de alimentos. 

O Serviço de Inspeção da Emdagro já regularizou nove laticínios em Sergipe, e outros dez estão em processo de regularização no órgão. Somente este ano, os fiscais agropecuários já realizaram 356 inspeções, resultando no fechamento temporário de um estabelecimento laticínio para adequação. Os estabelecimentos que passam pelas etapas de controle do SIE recebem o selo de inspeção, o que permite a comercialização dos produtos no estado. Os produtores interessados em fazer o registro podem encontrar a lista de documentos necessários no site www.emdagro.se.gov.br.

O SIE realiza vistorias técnicas em estabelecimentos sergipanos de carnes, pescados, ovos, leite, mel e seus derivados, além de analisar produtos não comestíveis e projetos para construção de estabelecimentos de armazenagem. É o SIE que emite os laudos que autorizam a comercialização nos municípios sergipanos, garantindo ao consumidor final alimentos de alta qualidade. Em conjunto com outras instituições, como a Vigilância Sanitária e o Ministério Público, o SIE fiscaliza o comércio varejista e atacadista de produtos de origem animal e participa das análises documental e técnica das amostras.

A diretora de Defesa Animal e Vegetal da Emdagro, Aparecida Andrade, ressaltou a importância do selo de inspeção na garantia da segurança alimentar: “Fazemos um apelo aos consumidores: adquiram apenas produtos cuja origem seja conhecida. Aprendam a ler o rótulo, verifiquem quem fabricou e quais órgãos fiscalizam a manipulação desses produtos. Consumir produtos clandestinos pode representar riscos à saúde”, alertou. “Garantir a procedência dos alimentos é essencial para proteger a saúde dos consumidores e fortalecer a economia local em Sergipe”, acrescentou Aparecida.

Com a inauguração do Nalmilk Laticínios e o trabalho contínuo do Serviço de Inspeção Agroindustrial, Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal do Estado, a segurança alimentar e a qualidade dos produtos lácteos em Sergipe estão em destaque, contribuindo para o bem-estar dos consumidores e o crescimento da economia local.

Governo

Última atualização: 25 de setembro de 2023 09:38.

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